Da magia do circo

Sempre gostei de circo (circo, não de palhaço). Desde pequena eu ficava fascinada com os malabaristas e trapezistas. Pensava em como eles conseguiam fazer tudo aquilo, transformar o corpo e a expressão em arte de um jeito único.

Lembro das idas ao circo com meu avô, quando tudo era permitido. Quer pipoca? O vô dá. Algodão doce? Pode escolher. Brinquedinho bigiganga? É só pegar.

Ele era o único da família que aceitava o desafio de se equilibrar em arquibancadas apertadas com a netinha no colo. Era no braço dele que eu escondia o rosto quando ficava com medo do Globo da Morte. Era com ele que eu compartilhava toda aquela magia do circo.

Fui crescendo e virei substituta do meu avó na tarefa de acompanhante de circo. Levei meu irmão, meus primos, minha irmã. E agora em novembro foi a vez de fazer a estreia do Vítor.

Ele chegou tímido, olhando surpreso para a lona. Ficou com fome e mamou no colinho da mamãe. Quando o show começou procurou os palhaços. Depois ficou hipnotizado com a música, a cor e o movimento do espetáculo.

Nem preciso dizer que vamos repetir muito o passeio. Afinal, quero que o Vítor tenha boas lembranças, assim como eu. Que ele consiga perceber toda magia só de ouvir um carro de som anunciando que o circo chegou. E ao fechar os olhos possa sentir o cheirinho nostálgico que acompanha todo e qualquer picadeiro.



Será que ele gostou? (Até sem camisa a criança ficou, 40 graus embaixo da lona!)

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4 comments

  1. Oi Lindona!
    Que saudades do seu cantinho…estava sumida, mas estou aqui, viu?!
    Meudeusdoceu, como o Vitor cresceu! Esta lindo!!
    Que texto gostoso, Ananda…
    Meu avô tbe me levava no circo e vc me deixou emocionada…
    Grande beijo no seu coração

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