Mustache mum

Um dia qualquer. Uma manhã comum. Lá estava eu, linda e bela (leia-se com as olheiras no pé e descabelada) me arrumando para sair para almoçar com as crianças. Eis que escovo os dentes, levanto o rosto e me olho no espelho do banheiro. Dou uma conferida nas espinhas que insistem em me deixar com um ar meio teen e derrepente baixo os olhos em direção à boca e tenho a visão do inferno. Não é que um senhor bigode tinha nascido na minha cara e eu nem sequer tinha reparado?
mustache+printable Como isso podia ter acontecido e eu não ter me dado conta? Fiz uma revisão mental da última vez que tinha ido no salão colocar a depilação facial em dia. É, fazia mais de um mês. Tempo suficiente para o caos se instalar no meu rosto de forma avassaladora.

Tentei passar base e pó para disfarçar. Que nada, ficou ainda pior. Já atrasada, tive que sair daquele jeito, jurando que todos olhavam para mim e reparavam no maldito. Podia ouvir sussurros e risos maldosos. Minha mente chegou a perceber comentários malignos que nem sequer existiram. “Olha o bigode dela”, “Nossa, que bigodão”, “Será um homem vestido de mulher?”.

Fiquei o dia todo com aquele ar de perseguida e com vontade de ir correndo para o salão. No entanto, não tinha hora, eu teria que esperar mais três dias para dar adeus ao bigode.

Finalmente, hoje dei um jeito no coitado. Agora, já deixei bilhete em tudo que é lugar lembrando da próxima “revisão facial”.

A gente pode ser mãe, fazer 28127182627612 coisas por dia e até perder um pouco da vaidade. Mas bigode? Não, isso já é demais!

Hasta la vista, bigodão.

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