Um sopro de paciência

Ontem eu estava com uma dor de cabeça daquelas. Minha única vontade era deitar, fechar os olhos e dormir profundamente. Sem choro, sem alguém gritando “mãe” de um em um minuto, sem ter que me preocupar com horário de dar comida ou trocar fralda. Queria ser só eu, em paz, em silêncio.

Então que criança não entende isso e ponto. Não importa como você se sente, bebês precisam de você e fim da história.

Acontece que eu estava em um universo paralelo de dor, sem me concentrar em nada, tentando fazer os dois dormirem. Clara impaciente e Vítor me beliscando, para chamar a atenção. Fui ficando nervosa e mais nervosa até que pronto… comecei a gritar feito uma louca.

Gritei descontroladamente com os dois, que me olhavam assustados. Desabafei minha dor, minha irritação, meu cansaço. Deitei na cama e chorei como se não houvesse amanhã (drama queen).

Depois de alguns minutos, comecei a me acalmar e a acalmar os dois. Pedi paciência com a mamãe, expliquei que eu não estava legal e pedi desculpas pelo que havia feito.

Aproveitei também e liguei para a minha avó. Ela logo se prontificou a ficar por algumas horas com o Vítor, para eu dormir um pouco e me recuperar.

Resolvida a situação, percebi como é fácil perder a linha e o quanto isso é negativo para todo ambiente familiar. Fiquei me sentindo super culpada pela forma como agi, pois fui completamente irracional e sem limites.

Tenho que aprender a controlar melhor as minhas emoções, para evitar descontar nas crianças, que afinal, são apenas crianças. Por isso, por hoje, tudo que eu peço é um sopro de paciência. Para levar embora o que foi ruim. Para trazer novos ventos. Para acalmar meu corpo e minha alma. Amém!

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16 comments

  1. Priscila

    é Nanda, todas nós mães precisamos muitas vezes de um sopro de paciência, o dia-a-dia é cansativo com crianças, pq vc vive em torno deles, eles precisam muito de vc, e chega uma hora q o seu corpo te alerta q ele tbm precisa de ti, dos teus cuidados, e aí, tudo complica, é criança querendo atenão, é vc precisando aliviar sua dor, e pronto, mela tudo. Eu já tive acessos de gritos tbm, ninguém é de ferro, admiro quem consegue manter a linha zen sempre com seus filhos, pois, olha não é fácil!

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    • nandaetges

      Não é fácil mesmo, um verdadeiro desafio diário. Mas seguimos em frente… tentando lidar da melhor forma possível com nossos medos e nossas frustrações. Beijos!

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  2. Ananda, nada como um dia após o outro… Eu sei o quanto alguns dias são difíceis, mas vejo que você tirou algo de bom da experiência e pelo menos pode contar com sua avó para esfriar a cabeça. Eu desejo que hoje tudo esteja melhor! E continuamos seguindo em frente, um dia de cada vez. Um grande abraço e uma boa semana para você!
    Pati

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    • nandaetges

      Verdade, ter família perto faz muita diferença… este é um dos motivos que nos faz pensar um milhão de vezes quando o assunto é morar no exterior novamente. Beijos!

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  3. Ananda, essa culpa pós ataque de fúria é inevitavel e embora sabemos que isso vai passar, sabemos tb que não será a última vez. Aqui vez ou outra me encontro nesses momentos, sei que é difícil mas passa…
    Serenidade é disso que precisamos!
    Beijos
    Débora

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  4. Andreia Mello

    Vida de mãe é toda igual.
    Todas nós passamos por esses momentos, me sinto totalmente impotente e muitas vezes revoltadas por não ter mais um tempinho nem para ter uma dor de cabeça (no meu caso tenho enxaquecas violentas).
    Bom poder dividir neste espaço todas as dores e alegrias da maternidade, e com certeza muito mais alegrias.
    Bjs
    Andreia

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  5. Adorei o blog e o post.
    Acho que são textos assim, sinceros, que nos fortalecem. Todas nós passamos por dias sem paciência, é inevitável. É difícil lidar com a situação e descontar nas crianças realmente não é bom. Mas quem nunca? Quem acerta sempre? Faz parte!!! Joga esta culpa para bem longe que de nada ela ajuda!

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    • nandaetges

      Abrir o coração e desabafar realmente me ajuda a trabalhar internamento meus medos e minhas frustrações. Beijos e obrigada pela visita!

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  6. janaina

    Isso já aconteceu comigo,e olha que por enquanto eu só tenho o Lorenzo,e fiquei me sentindo muito mal,mal mesmo,chorei muito,me senti culpada e envergonhada também.Marido chegou eu tava que era o pó,fui contar o que tinha acontecido e chorei de novo.Sempre que eu lembro da cara do Lorenzo na hora,do jeito que ele se encolheu como se quisesse se proteger de mim me dá vontade de chorar outra vez.Que sentimento ruim.

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  7. Ah, Ananda, vc não está sozinha… aqui às vezes preciso não de um sopro, mas de um vendaval de paciência! E quando choram os dois ao mesmo tempo? E quando a mais velha resolve apertar o irmão até ele chorar só pra desafiar? Ou quando encasqueta com alguma coisa ridícula, tipo querer por a roupa em cima do pijama?
    Já perdi a conta das vezes que perdi o controle. Mas também perdi a conta das vezes em que respirei, contei até 10, e pacientemente aguentei e esperei a confusão passar. Minha impressão é que vida de mãe é assim mesmo, ainda mais mãe de mais de um… Não dá pra ser infalível, temos que nos perdoar por esses momentos e seguir vivendo…

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  8. Leticia

    OI…também estou no mesmo barco, precisando de um vendaval de paciência, que na maioria das vezes é dificil. Lendo seu post hoje, fiquei ate emocionada e fui as lagrimas, estou com muita pressão no serviço, acabo ficando fragilizada com isso, e tento fazer o possivel e o impossivel para não descontar nunca nas crianças….beijos

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