Como assustar um casal sem filhos

Quer assustar um casal sem filhos? Convide-o para sair para jantar e leve as crianças.

Hoje passamos por isso. O saldo da noite foi:

VÍTOR

– Só falou NÃO. “Quer comer? Não”, “É o Mickey? Não”, “Chama a mana. Não”.

– Ninguém podia olhar ou sequer pensar em olhar para o menino que ele repetia o sonoro NÃO. Isso inclui os amigos que estavam com a gente e também as pessoas que trabalhavam no local, como a simpática garçonete (estou sendo irônica) que tentou interagir com meu filhote de onça e quase levou um tapa (e eu me pergunto: por que forçar a barra com uma criança, hein dona garçonete?).

– Chilique básico do moço com um copo de água.

– Depois de comer, correrias mil pelo local.

CLARA

– Lambeu os sachês de mostarda e os derrubou no chão (uma vinte vezes).

– Tentou rasgar o cardápio.

– Fez cocô e perfumou todo o ambiente com o adorável aroma de fralda. O restaurante não tinha fraldário e tive que deixá-la suja e fedendo por alguns minutos, até a hora de ir embora.

Pobre do casal sem filhos. Se eles nos evitarem daqui para frente… já sabemos o motivo.

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14 comments

  1. Ai, Ananda… Quando Bernardo tinha 3 meses minhas amigas, todas sem filhos, estavam loucas pra sair pra um fim de tarde agradável. Escolhemos um lugar tranquilol (segundo pensávamos) e fomos, num fim de tarde que tinha tudo pra ser perfeito. Acontece que a doceria tava lotada. E as vozes de todos falando ao mesmo tempo estava de enlouquecer! Bernardo aguentou ainda uns 40 minutos antes de abrir um berreiro homérico!! Nada fazia ele calar! Larguei minha torta no meio e saímos pedindo mil desculpas, e foi entrar no carro que o pobrezinho calou. Nunca mais minhas amigas propuseram repetir a dose ( e Bernardo já tem 9 meses)! Será que assustamos?

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  2. …eu não vejo pq as MÃES sempre dividem o mundo assim… elas de um lado e o resto do mundo do outro…
    A questão não é ter ou não filhos… mas saber o que uma criança, e se sua idade é compatível com o programa que os amigos chamam.
    A maioria das vezes são locais que não tem estrutura para acolher as crianças…
    OU são os próprios pais que não têm o bom senso de ficarem em casa, submetendo bebês de colo por vezes, a ambientes completamente insalubres…
    E não adianta vir com aquele papo que “nós temos direito de sair “. Pais tem antes dos seus direitos O DEVER de verificarem se o lugar para o qual foram convidados é compatível com a idade dos filhos, se há estrutura, se haverá conforto para a criança, e TAMBÉM se não vão ser inconvenientes para todo o resto do evento. É uma questão de bom senso, civilidade…e não precisa dividir o mundo em “casais com filhos” e “casais sem filhos”…. Afinal todos nós fomos crianças – os com, e os sem filhos – e só aprende-se a conviver em sociedade, convivendo. Isso é lição que se aprende de pequeno, mas é preciso respeitar a fase de desenvolvimento dos pequeninos e protegê-los.

    Ps: Algo que nunca se deve incentivar é a falta de respeito com os adultos. Se a garçonete estava tentando ser gentil, não permita que o SEU FILHOTE DE ONÇA haja do modo que narraste. Não é questão da moça FORÇAR a barra, é questão de boa educação. Caso O FILHOTE não a receba hoje, amanhã ele será um felino adulto que resolve seus conflitos BATENDO. É de pequeno que se torce o pepino.

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    • nandaetges
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      Alessandra,

      Não é uma questão de separar o mundo em pessoas com ou sem filhos. Mas, inevitavelmente, pessoas com filhos conhecem melhor a realidade e, principalmente, as dificuldades da rotina com crianças. Essa é a referência que faço no texto.
      Concordo que muitas vezes os lugares não possuem estrutura. Moro em uma cidade extremamente pequena e percebo que aqui isso é ainda mais evidente (pois já morei em capitais, por exemplo, e me permito fazer a comparação).
      Também concordo que alguns pais não tem bom senso na hora de escolher locais ou eventos para levar os filhos. Nós mesmos muitas vezes optamos por ficar em casa e só topamos programas que oferecem o mínimo conforto para as crianças. No caso, o local não tinha trocador (aliás, APENAS UM restaurante da minha cidade tem). Assim, logo que precisamos trocar a fralda dos dois fomos para a casa. Simples assim.
      Sobre a questão da educação, concordamos mais uma vez. Jamais incentivo que meu filho seja mal educado com as pessoas. Ele apenas disse “não” para a garçonete, pois não queria conversar com ela. Eu insisti para ele dar oi e repeti algo como “temos que ser gentis com as pessoas”, como faço em situações assim. Eu o estimulo a falar com as pessoas e ser gentil, mas isso não significa que ele sempre me ouça ou assim faça.
      No entanto, o que me deixa extremamente irritada é quando as pessoas tentam forçar uma aproximação ou intimidade com as crianças, quando as mesmas não estão afim. Acho que aqui entra o bom senso do adulto, de também respeitar a criança.

      Ananda.

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