Carta para o pai dos meus filhos

Fábio, o pai dos meus filhos.

As crianças ainda não conseguem verbalizar com precisão o que sentem. Para elas, um abraço apertado diz tudo. Eu, dependente de palavras, sejam elas pronunciadas ou escritas, sinto necessidade de elaborar o que às vezes não consigo expressar de outra forma (culpa da vontade intrínseca do ser humano de narrar, mas vou limitar o assunto das narrativas na minha dissertação, para não perder o foco aqui).

Eu tenho a sensação que tu se descobriu pai muito antes de eu me encontrar como mãe. Desde a confirmação da gravidez do Vítor até o nascimento dele e, depois, a chegada da Clara, sinto como se tu já estivesse preparado para a avalanche de descobertas que vivemos, enquanto eu fui me encaixando aos poucos.

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Muitos homens se tornam pais, mas escolhem não ser. Já tu, sempre foi um pai no sentido mais amplo possível, pois entrou de cabeça comigo em toda a loucura que é ter um filho. Não suficiente, encarou viver uma segunda gravidez (e olha que fui uma grávida muito temperamental, tenho que confessar).

Agora, aqui estamos. Com dois filhos incríveis (apesar da fase difícil do Vítor, que eu espero que seja apenas uma adolescência precoce, não marcas definitivas de personalidade – se for a segunda opção, peço desculpa pela minha culpa genética – filho de leoa, leãozinho é). Com muitos sonhos e planos. Com uma vida inteira pela frente.

Então, nesse Dia dos Pais, preciso te agradecer por onde estamos e pelo caminho que percorremos. Sempre juntos, unidos, um acreditando no outro. Obrigada por ser um pai absolutamente incrível, que pega junto, que divide comigo em 50% todas as responsabilidades e todos os desafios na criação dos nossos filhos.

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Nós te amamos e nos sentimos completos ao teu lado (e falo no plural, pois tenho a certeza que o Vítor e a Clara compartilham o mesmo sentimento comigo).

Com amor,
Ananda.

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