Guest post: Ser mãe de dois (ou mais) é viver em intervalos

Por Mariana Faria-Corrêa

Depois que você tem filhos (sim, no plural), você descobre que o dia não se mede em horas, mas em oportunidades. Quando você é mãe de um, e já reclama da falta de tempo, tem a chance de descobrir quando (ou se) vier o segundo, que você não sofre mais por pouca coisa. Em algum tempo, você aprende a aproveitar ao máximo as oportunidades.

Ele dormiu? Você corre para tomar banho. No meio do seu banho ele acordou? Deixa o cabelo pra lavar depois. Sai enrolada numa toalha, atende o guri. Deita com ele e só acorda às três da manhã pra seguir, zumbi, até algo que pareça sua cama. Três horas depois está em pé, arrumando mochila, lanchinho saudável, vendo que esqueceu de novo de revisar a agenda da pequena no dia anterior e, sim, tinha que ter separado para mandar 45 potinhos de iogurte para o trabalho da escola.

O seu café da manhã é mais ou menos entre a primeira criança ir pra escola e a segunda acordar e pedir leite, coisa de 10 minutos, um pouco mais, se der sorte. Ver TV, só depois da Peppa Pig… Ou da nova novelinha pré adolescente do Gloob. Aliás, você começa a gostar de programas infantis, menos dos Backyardigans, esse você só suporta. Também não vai mais frequentemente ao cinema ver filmes de gente grande, mas consegue ver duas vezes Aviões, que nem é lá tão bom, e torce pelo corajoso pulverizador. Você também nunca mais fica sozinha. Nem no banheiro, sentada no trono. Eles sempre têm algo importante e urgente para mostrar (e não adianta trancar a porta, eles ficam batendo até você abrir).

O marido também, só é seu marido em intervalos, na maior parte do tempo em que está com você ele é só pai. Vocês conseguem se falar entre as crianças dormirem e você apagar, no carro indo buscar as crianças em alguma atividade, ou até sentados em uma arquibancada fria esperando as crianças terminarem a aula de ginástica.

No fim do dia, todo esquema organizado, a criança que estuda de manhã vai dormir cedo, a que estuda de tarde quer você, quer brincar com você, quer falar com você.

E depois de tudo isso, quando enfim você dorme, nesse intervalo de tempo e espaço só seu, você sonha com aqueles serzinhos fofos que completam o seu dia. E na falta que eles fariam se não estivessem aqui.

Beijos para todas as mamães de dois (ou de mais) e às que planejam chegar lá!

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* A Mari é a mãe da Maira (de 7 anos, quase 8) e do João Gabriel (3 anos). Uma mulher cheia de ideias, projetos e energia. Escreve o blog Coisas que eles dizem, onde registra fofurices da sua dupla. Também coordena as atividades do Clubinho Pé de Minhoca, que realiza oficinas mensais com crianças em Venâncio Aires/RS. Além disso, ajuda a filha a fazer bandanas e faixas para que a pequena empreendedora possa realizar o sonho de conhecer Paris. Saiba mais sobre o projeto da Maira no blog Manduá. E, para encerrar, a Mari é a minha alma gêmea materna, como diz a minha obstetra, que nos apresentou. Obrigada, querida, por topar participar como convidada no blog. Foi um prazer te receber aqui, na minha casinha virtual (:

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14 comments

  1. Grávida chora a toa sim… mas tem horas que nem eu sei pq eu to chorando, li o post e comecei a chorar que nem criança. Acho que é medo do que me aguarda, sabe aquele medinho do será que dou conta… meu pimpolho tem 2 aninhos e a princesa chega no final de novembro…to meio apavorada mas amei o texto.

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