10 coisas que aprendi sobre vínculo, respeito e segurança entre pais e filhos

Seguem alguns tópicos com dicas que aprendi sobre vínculo, respeito e segurança entre pais e filhos com base a minha vivência como mãe de dois e a partir de pesquisas e leituras sobre criação com apego, método montessoriano e disciplina positiva.

Alguns tópicos são relativamente simples, mas fazem muita diferença e impactam diretamente o desenvolvimento emocional das crianças.

1 – Faça com que seu filho se sinta parte real da família

Isso vai desde preparar o ambiente para a circulação livre até a participação nas decisões (como escolher o passeio do dia ou o cardápio do jantar).

Permita que a criança seja ativa na dinâmica familiar. Isso faz com que ela se sinta valorizada, fortalece a autoestima e ajuda a desenvolver autonomia.

2 – Converse e explique o que vai acontecer a seguir

Imagine o bebê brincando no banho, todo feliz. Do nada, alguém simplesmente o tira da água quentinha e leva para outro ambiente, sem explicação nenhuma. Estranho e assustador do ponto de vista da criança, não? Por isso, desde cedo, é importante conversar com os filhos e explicar o que está fazendo e o que vem a seguir. Ajuda a criança a se sentir segura e evita choro em atividades simples da rotina, como trocar fralda, andar de carro, etc.

3 – Seja sincero

De vez em quando a gente não está legal e acaba descontando nas crianças outras frustrações. Por isso, seja sincero e diga: “Hoje não estou bem”. As crianças, mesmo os bebês, entendem e isso pode ajudar no convívio.

Mostre-se humano. Mães e pais também ficam chateados, tristes, magoados. Expressar-se com sinceridade serve como exemplo para as crianças aprenderem a lidar com os próprios sentimentos.

4 – Peça desculpas

Nós também erramos e nada mais natural do que reconhecer. Pais não estão um patamar acima dos filhos, mas ao lado e de mãos dadas. Pedir desculpas é reconhecer isso e ensinar através de atitudes sobre respeito e perdão.

5 – Incentive e elogie

Motive as crianças não só com os acertos, mas também com as tentativas. “Que bom que você tentou”, “parabéns pelo esforço”, “estou muito orgulhosa (o)”. Isso vai impactar diretamente no desenvolvimento emocional, vai servir como motivação e fortalecer a autoestima e a confiança.

6 – Não assuste

Eu sei que é difícil trabalhar a questão de limites com as crianças e que muitas vezes assustar pode solucionar de imediato um problema (a criança quer mexer em algo que não pode, os pais chamam o bicho papão e pronto, a criança assustada não mexe). Eu mesmo já recorri ao cachorro grandão, para tentar evitar que o Vítor corra em direção à rua. No entanto, agir assim pode alimentar medos desnecessários na criança e não ensina nada. É uma válvula de escape.

O ideal é dialogar e explicar porque não pode fazer tal coisa (no caso de mexer em algo: é perigoso, quebra, estraga, etc.). Outra alternativa é agir de forma preventiva. Por exemplo: não pode mexer no enfeite na estante? Então ele não deveria estar ao alcance da criança. Se for na casa de outra pessoa, sugira uma atividade diferente ou ofereça algo que a criança pode manusear e brincar.

7 – Seja gentil

As crianças são “esponjinhas” e absorvem tudo que ocorre ao redor. Por isso, seja gentil para que elas aprendam a ser também. Abuse das palavrinhas mágicas: por favor, com licença, obrigado.

8 – Respeite as individualidades da criança

A criança é um ser humano com vontades e preferências. Respeitar isso é diferente de “fazer tudo que a criança quer”. O bebê não quer ir no colo de um estranho? Nada mais natural e forçar não vai ajudar em nada. A criança não quer dividir um brinquedo? Não insista, mas aproveite a oportunidade para conversar sobre compartilhar as coisas.

Nós, como adultos, também não gostamos de ter o nosso espaço “invadido” a força. Por que acreditar que com uma criança é diferente?

9 – Coloque-se no lugar da criança

Exercício básico e relacionado com muitos dos itens citados, como o 2 e o 7, por exemplo. Parte do princípio de ver as situações pelo ponto de vista da criança e respeitá-la como indivíduo.

10 – Não bata

Eu já perdi a paciência e bati. No entanto, posso afirmar que não adianta nada, só alimenta a raiva e abre precedente para mais violência. É como a questão do item 5, de assustar. Mesmo que em alguns casos resolva imediatamente, não ensina. A criança apenas fica assustada e com medo.

Desculpa, mas eu não quero que meus filhos não façam as coisas porque têm medo de mim. Eu quero que eles não façam por entender a situação. Então, acredito que a disciplina positiva e o diálogo são mais eficientes a longo prazo. Claro que não é de um dia para o outro. No entanto, com paciência, é recompensador ver os resultados.

manos
Apesar do tom imperativo, meu objetivo não é fazer uma espécie da “manual da mãe perfeita”. Afinal, a maternidade e a paternidade não possuem uma fórmula pronta e exata. Então, o que eu quero é apenas compartilhar aprendizagens e experiências que têm se mostrado positivas na nossa dinâmica familiar. Espero que, de alguma forma, também sejam úteis para outras famílias.

Comentários Facebook

9 comments

  1. Pingback: Sobre autonomia e infância: quando os resultados começam a aparecer | Projeto de Mãe

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *