Maiô e a minha libertação na praia

Sempre achei maiô coisa de vó. Não curtia e achava estranho. No entanto, depois de dois filhos e uma pança mole e cheia de estrias que jamais será a mesma, eu resolvi experimentar.

Experimentei e super aprovei. Achei um modelo moderno e que ficou bonito no meu corpo. Consegui me libertar da saída de praia e curtir sem neura o momento com as crianças.

Vamos confessar: praia é o céu e o inferno para a autoestima da pessoa. É um espaço democrático, onde vemos todo tipo de corpo. Quando eu não era muito bem resolvida com o meu… isso me incomodava muito.

Agora, passei a enxergar a minha beleza e procurei uma forma de valorizá-la. Não sou magra e não gosto da minha barriga, é algo que realmente me deixa incomodada. Vou deixar de ir à praia? Vou ficar sentada o tempo todo? Vou me esconder inteira? Não, de forma alguma!

Pra mim, o que vale é a pessoa se sentir bem, por mais clichê que isso seja. Eu me senti bem de maiô e isso mudou a minha perspectiva, especialmente na relação com as crianças.

Ano passado não aproveitei quase nada os dias que ficamos na praia. A Clara estava com 4 meses e eu tinha vontade de me enterrar na areia. Ficava só sentada e não tenho uma lembrança sequer de interação com o Vítor.

Daí que este ano lembrei de um texto antigo da Ilana que li muito tempo atrás. Ela questionava a partir de um comentário do marido: qual a mensagem que eu quero passar para os meus filhos? Como eu vou ensiná-los a amar o próprio corpo e não ter vergonha de si? Além disso, a reflexão que veio foi: o que as crianças vão lembrar no futuro? Dos nossos bons momentos brincando na areia em família ou da minha celulite escondida na canga?

Assim, achei a minha forma de aproveitar. Que cada um encontre a sua, seja de maiô, biquíni, roupa, burca. Não importa, desde que o sorriso no rosto seja um item indispensável. Afinal, pode ter certeza que a felicidade não vai sair de moda (nem ser apagada das lembranças dos nossos pequenos).

* Sobre corpo, estética e padrões indico a leitura de um excelente texto da Isa, do Para Beatriz. Muito bom para refletir.

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