Brigas entre irmãos e a vida entre tapas e beijos

“Não puxa o cabelo dela”, “não é para morder”, “não pode empurrar ele”. Frases repetidas mil vezes por dia na nossa casa. Atualmente, é difícil uma brincadeira entre o Vítor e a Clara não acabar em confusão e pancadaria. As brigas entre irmãos chegaram de vez por aqui e confesso que estou um pouco perdida em como agir.

Os dois têm 1 ano e 5 meses de diferença. Vítor está com 2 anos e 9 meses e a Clara com 1 ano e 4 meses. No entanto, foi quando a pequena começou a andar que o negócio piorou. Quando ela era menor… o máximo que rolava era um tapa ou outro, mais por ciúmes mesmo. Agora, os dois disputam atenção, espaço e brinquedos o tempo inteiro.

Não consigo deixá-los sozinhos por muito tempo, pois quando olho um já está atacando o outro. O Vítor é maior e mais forte, no entanto age de forma “brutal moderada”. Já a Clara é sem noção total. O negócio dela é de furar o olho para pior. Agarra o irmão com força, morde e puxa o cabelo. Não tem limites e não fica intimidada.

Eu já tentei explicar, separar, gritar e, num impulso selvagem, até reproduzir o comportamento. Um exemplo: dias atrás o Vítor bateu com um dinossauro de brinquedo na cabeça da Clara. Eu peguei o dinossauro e fiz o mesmo com ele, seguido da frase: “Viu como dói?”.

Eu sei, golpe baixo e mediação lamentável. Mas é só para demonstrar o meu nível de “não sei o que fazer” materno. Por isso imploro por dicas, conselhos ou até palavras de consolo como “é assim mesmo, quando eles forem adultos passa”. Alguém para me socorrer?

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Será um abraço? Será uma chave de pescoço?

* Como diz o título… nem só de tapas vivem os dois. Em alguns momentos, são extremamente amorosos um com o outro, dando beijos, abraços e até alcançando coisas (nível fofura + 1.000). Contudo, infelizmente, os momentos de caos são representativos e por isso preciso de uma luz divina (:

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19 comments

    • Bota de castigo exeplica por os dois estao ali sentados outra dica coloca os um de frente pro outro pega um lençol e amarra os dois 15 minutos e explica manda um fala coisa carinhosa vai sempre repetindo os tenho 31anos minha ma fazia isso minha mae era pior pois tem sete filho imagina a locura quanto brigava eu tinha quatro minha tres minha outra 2anos outro 1ano os mais velho brigava muito tudo escadadinha hoje faço mesmo kkkkk quandos ele briga vai sozinho se agarra kkkkk

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  1. kelly treib

    Olha só, sou mãe de duas meninas, a Natália com 7 anos e a Laura com 5, vou ter que te dar uma triste notícia: a tendência é piorar quando crescem! É um tal de mãe olha a fulana fazendo isso, ciclana para de me imitar, ou então começam a gritar uma com a outra. Mas dai uma vai fazer um passeio, a outra chora chamando a mana. É assim que resumo os dias, ou elas se juntam pra fazer artes (mesmo!) ou é rinha de galo mesmo! Mas o mais interessante é que uma acaba sempre protegendo a outra, ate defendendo, (a Laura já quis ficar de castigo no lugar da Natália pra ela olhar tv) daí vc percebe a amizade e o profundo laço de amor que existe entre elas.

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    • nandaetges
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      Kelly,

      Tenho dois irmãos e me vi na tua descrição. Era bem assim mesmo: ou um atacando o outro ou a gente se juntava para aprontar hehe.
      Aiaiai! O que vem pela frente ainda com o Vítor e a Clara!!!

      Beijos!

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  2. Eu não acho que piore. Aqui melhorou muito e elas se dão super bem. Por sorte. Mas a dica que eu vou dar nem é minha. Eu vi hoje pela manhã. Tenho uma amiga recém chegada da Suécia, com dois bebês, a mesma idade dos teus.
    Hoje disputavam um brinquedo. Ela com muita calma conversou com eles, não tenho a menor ideia do que disse, não entendo nada em sueco :P, porém as crianças começaram a brigar e ela disse ao maior, que apanhava no momento: “Diga para ele parar” Imediatamente o pequeno fez sinal de parar e disse “Stop”. E o pequeno parou. Então é uma questão de “condicionamento”. Pare e o gesto significa parar. Achei que funciona, viu? Claro que condicionar leva um tempinho…

    A minha atitude teria sido mais enérgica, no entanto. Eu tiraria o brinquedo e diria “só brincam quando souberem brincar juntas”. Só que tenho que confessar, gostei mai da atitude da minha amiga.

    Boa sorte.

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    • nandaetges
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      Comecei a aplicar a tua dica, Marina. Ensinei o Vítor a dizer para a Clara parar e depois me chamar. Vamos ver se ajuda!

      Beijos!

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  3. Paula

    Eu, como irmã gêmea, posso dizer que as agressões (físicas) realmente param lá pelas tantas. A má notícia é que não faço nem ideia de porque e como pararam…. Força e paciência, amiga!

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  4. Deh Seibert

    Ananda, os pequenos que eu cuido dificilmente brigam, e isso foi um super choque pra mim, porque quando eu e meus irmãos brigamos a vida toda. Eu cuido de uma menina de 10 anos, um menino de 5 e o bebê de 1 ano e meio. É muito difícil ver eles brigando, talvez pelo educação que tiveram. Um fato que eu já notei é que o bebê é super protegido. Se o menino de 5 anos aparece brincando e exibindo um brinquedo na frente do pequeno e o pequeno resmunga que quer brincar com ele, o menino de 5 anos deve dar porque o pequeno não entende que não é dele. Esse menino de 5 anos as vezes faz algumas brincadeiras um pouco agressivas com o pequeno, como empurrar ou apertar, mas eu percebo que não é por mal, e sim, por querer brincar com ele. Qualquer coisa que um faça no outro, mesmo que tenha sido sem querer, os pais obrigam um pedido de desculpa e um abraço/beijo. Se não pede desculpa, fica de castigo. E eles são muito carinhosos um com o outro também. As vezes vejo a menina de 10 anos dizendo pro menino de 5 “Eu ainda não ganhei um abraço teu hoje”. O pequeno de 1 anos as vezes bate com os brinquedos na cara dos outros, e a única coisa que é feito é “say sorry”. Uma vez ele me mordeu com força no braço porque queria ir pro segundo andar da casa e eu não deixei. Falei pra mãe e ela disse que já tinha acontecido com ela. Acabou que ficou meio roxo onde ele mordeu, então peguei ele em um momento que ele estava mais calmo, mostrei a ferida e perguntei: “sabe o que é isso?”. Eu vi que ele sabia que era onde ele tinha me mordido porque ele tentou falar alguma coisa. Então eu disse “isso mesmo, aqui foi onde tu me mordeu. Viu como machucou? Ta doendo ainda e blá blá blá.” Fiz ele me dar um abraço também como desculpa. Depois disso nunca mais ele mordeu. Não sei se foi por esquecimento ou se ele aprendeu, mas pelo menos to livre de mordida por enquanto.
    Desculpa o texto haha. Beijo!

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  5. Deh Seibert

    Eita, saiu tudo meio atravessado. Acabei comendo uma parte também: É muito difícil ver eles brigando, talvez pelo exemplo de educação que tiveram desde pequeno na escola.

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  6. Manu

    Talvez seja uma boa ideia, em vez de interferir, ensiná-los a se defender um do outro, como diz em um comentário acima. Quando ela bater nele, ensiná-lo a dizer não e explicar que isso dói, machuca e blábláblá…de repente ela vai pensar, opa, estou machucando meu irmão…e vai parar. Ou ela vai pensar, que bom que tá doendo, é para doer mesmo! hahahaha…brincadeirinha…Além disso, acho que usar elogios e reforços positivos quando eles estiverem se amando, também pode ajudar. No mais, acho que isso faz parte do pacote “irmãos”.

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    • nandaetges
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      Isso do reforço positivo eu já faço! Vou começar a ensinar os dois a se resolverem. Vamos ver se ajuda um pouco 😉 Beijos!

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  7. Ananda, eu tenho só um, então não sei se o que eu vou dizer vai ajudar. Bernardo está hoje com 1 ano e meio e passou por uma fase negra em que batia em mim, no pai, nos avós, em todo mundo. Eu segurava a mão dele e dizia NÃO, bem forte, mas sem gritar. Não adiantava, ele continuava até eu perder a cabeça e me afastar dele. Aí eu comecei a falar com ele com ternura, e a pegar a mãozinha dele e fazer carinho pra mostrar que assim a mamãe, o papai e todo mundo gostava. Ele insistia mas eu também. Uma prática que o pai adotou foi toda vez que ele faz algo do tipo obrigá-lo a pedir desculpa abraçando e beijando. Eu enfatizo antes do pedido de desculpas, pra não se tornar automático, que ele fez dodói na mamãe, que a mamãe está triste e que isso não se pode fazer. No início ele esperneava, fazia corpo mole e tudo, mas eu insistia até ele pedir desculpa. Tudo sem gritar! Muitas vezes ele nem faz de propósito, mesmo. Acontece que hoje se a gente diz que ele precisa pedir desculpa, ele faz na hora. E o comportamento melhora. O Vitor já é maior, então talvez a tática precise ser diferente. Mas a Clara ainda é pequeninha e talvez dê certo!

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    • nandaetges
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      A tática do carinho eu faço com a Clara. Aos poucos ela parece assimilar melhor mesmo! Obrigada pela troca de experiência 😉 Beijos!

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  8. Leticia

    Oi. Estou na mesma que vc, sem saber como agir nestas situações. Brigas e gritarias aqui em casa. O mais velho não bate, nem faz nada para machucar a mana, mas provoca ela, e as vezes foge com alguma coisa na mão que ela quer muito. Ela, mais nova 3 anos que ele, esta na fase que tudo “é meu”, “eu”…..se ele pensa em pegar alguma coisa ela sai na frente correndo e diz eu..eu…. Aí ela grita e pega o brinquedo e não quer dividir com ele, se tiro dela ela grita mais ainda. Fico com pena dele, as vezes ele até sede para e diz, pode fica mana….O que estou fazendo: explicando para ela que ela esta errada, que isso é feio. e deixando gritar, chorar….Tem vezes que brincam juntos no maior amor, mas as vezes tem confusão. Outra coisa, ela ta na fase de imitar, tudo que o mano faz ela imita e fala…São umas figuras que deixam a gente de cabelo em pé.

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    • nandaetges
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      A Clara também imita algumas coisas do mano! É uma graça isso hehe. Boa sorte pra gente com os nossos pequenos furacões! Beijos!

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