Era uma vez a nossa história… parte 2

No capítulo anterior…

Eu tinha acabado de me formar quando embarquei para um intercâmbio de 7 meses com duas das minhas melhores amigas da faculdade, a Paula e a Jú. Antes de viajar para Londres, eu e a Paula pagamos por uma hospedagem em uma casa de estudante. Quando entramos pela primeira vez no local, ficamos em choque. Chegamos e já começamos a planejar o dia em que iriamos embora daquela casa. Contudo, logo conhecemos os meninos que moravam no mesmo flat e eles nos mostraram a cidade. Entre eles, estava um cara quieto e reservado, que só topou fazer um programa com a gente depois de muita insistência.

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Então que o primeiro programa em que conseguimos reunir toda a “turma” foi um cinema em casa. O filme escolhido, depois de muitas discordâncias, era Up! Altas Aventuras. Um desenho colorido para contrastar com uma sexta-feira cinza, de frio e chuva. Típico clima de Londres.

Foto histórica!

Foto histórica!

E naquela noite pudemos conhecer um pouco mais do tal cara que durante a semana era praticamente invisível pela casa. Ele contou sobre seus empregos (sim, no plural – explicado o sumiço semanal), que tinha embarcado para o Reino Unido no dia em que o Michael Jackson morreu e que tinha passaporte europeu. Era natural de São Paulo e a família morava em São Caetano.

E depois disso, não sei o que aconteceu, se foi um pozinho mágico no brigadeiro ou no Doritos com molho de cheddar, mas dali em diante não nos desgrudamos mais. Durante o filme rolou um primeiro beijo. E um segundo. E um terceiro.

Na semana seguinte marcamos um primeiro encontro “oficial”, leia-se: fora de casa. O Fábio escolheu um restaurante libanês perto do trabalho dele, para que eu fosse encontrá-lo no fim do dia. Horário combinado: 19h. Horário que eu cheguei: 21h.

Ali eu vi que era para valer. Afinal, um cara que te espera por duas horas na frente de uma estação de metrô, com temperatura de 8º e garoa… não é de se jogar fora. Detalhe do meu atraso: simples enrolação.

Percebe-se que ser enrolada é algo tão meu que vem antes da maternidade. Naquele dia o Fábio já percebeu que estaria ferrado pro resto da vida, mas decidiu persistir na nossa história (agradeço por isso, mas eu me pergunto até hoje o porquê!).

Único registro do primeiro encontro: a comida

Único registro do primeiro encontro: a comida

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Superado o trauma do primeiro encontro,  chegou aquele momento básico na vida inicial de qualquer casal: “Mas então, o que é isso? Mãos nervosas gesticulando e apontando para um e para outro. A pergunta obviamente veio de mim, ansiosa por definições tão explícitas. Queria saber se era namoro.

E naquele quarto 2 x 2 do gueto eu ouvi o que queria: sim, era namoro. Era para valer. Era com amor. Com açúcar e com afeto.

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Continua…

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