Blogar ou não blogar: eis a questão

Entrei no universo dos blogs mais de 10 anos atrás. Sempre gostei de escrever e foi algo natural.

Quando engravidei, busquei em blogs de maternidade o apoio que precisava. Queria ler outras histórias, entender meus sentimentos, estar próxima de pessoas na mesma situação. Compartilhar experiências e encontrar um grupo, mesmo que virtual, que soubesse o que eu passava e sentia.

A maternidade pode ser muito solitária, especialmente quando você é jovem e a primeira das suas amigas que engravida. Era a minha situação.

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Em tal contexto surgiu o Projeto de Mãe, um filho que chegou pouco antes do nascimento do Vítor.

Acontece que nos 3 anos de blogueira de maternidade muitas coisas mudaram. Novos blogs surgiram, as empresas perceberam a influência dos mesmos e passaram a investir no segmento. A blogueira é vista como alguém de credibilidade, que dá a sua opinião, defende suas ideias, informa e apresenta tendências e novidades. Ou seja, um verdadeiro potencial comercial, do ponto de vista de marketing.

Confesso que acompanhei meio que nos bastidores todo esse crescimento da blogosfera materna. Sempre na minha, com textos em uma linha extremamente pessoal e um perfil não voltado para a monetização.

Foi no último ano que comecei a encarar o blog como uma oportunidade que poderia representar um rendimento financeiro extra e então passei a me preparar para isso.

Blogar passou a ser um compromisso, motivado pelo prazer da escrita e da troca de informações. Assim, nada mais justo que a crescente dedicação começasse, em algum momento, a reverter em parcerias comerciais. Até porque, além de dedicação, o blog passou a ser um investimento. Layout, identidade visual, domínio, hospedagem, etc. Tudo requer um planejamento e também recursos financeiros.

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Na minha caminhada como blogueira já passei por muita coisa. Algumas experiências negativas, com clientes, exposição virtual e na percepção geral de mercado. Coisas que me fizeram pensar em desistir do blog e largar tudo.

No entanto, tento me agarrar nas experiências positivas e nas coisas boas que blogar me trouxe. Conheci pessoas sensacionais, fiz amizades, acompanhei o crescimento de bebês desde a barriga das mães também blogueiras.

Eu cresci, amadureci, aprendi e registrei cada evolução, minha e dos meus filhos. A partir da blogosfera eu conheci outras opiniões, eu vi que errar e acertar faz parte da rotina da maternidade.

Eu me permiti mudar de ideia e mudar de novo. Eu me permiti empoderar e me descobri uma mulher mais forte, mais capaz.

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Enfim, os pontos positivos da minha experiência me fazem ficar, pelo menos por enquanto. E cada comentário, interação, email ou palavra na rua do tipo “eu leio o teu blog”, “adorei aquele texto”, enchem meu coração de orgulho por esse filho virtual que tanto amo.

Assim, só posso agredecer quem sempre dá uma passadinha por aqui. Quem quer saber da gente, fica preocupado, se interessa pelo que escrevo. O blog existe por mim e pela vontade de me expressar, mas só persiste por vocês.

Obrigada!

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17 comments

  1. Paula

    Primeiro: esse blog existe porque tu escreve demaaais (não demais, demais. Demais de bom mesmo!)! Seguindo, esse blog sempre me enche de orgulho de ti. Mais do que o orgulho de sempre por tu ser uma baita mãe de dois, fazer mestrado, trabalhar na agência E ainda conseguir escrever sempre. Orgulho de ver tuas decisões, tuas ideias inovadoras e tuas atitudes. Vida longa ao blog!!!!!

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  2. Esse é um sentimento bem presente na minha vida. Mas é como você disse, a cada e-mail e comentário, a cada pessoa que mostra que fizemos a diferença na vida dela, isso que motiva. E acredite: você tem que continuar!
    Precismos de mais pessoas escrevendo sobre maternidade real. 🙂

    Beijo

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  3. Ananda, eu já tive esses sentimentos de “blogar ou parar” várias vezes nos últimos tempos. Antigamente a blogosfera era outra, havia mais interação, mais comentários, até mesmo mais tempo para acompanhar os blogs e os filhotes dazamiga. Mas a blogosfera era menor, por isso mais próxima.
    O perfil hoje é outro e muitas vezes os blogs se mantêm por fatores comerciais apenas. Ou então, por paixão das autoras, que veem aquele meio como interação, escape, troca de ideias ou simplesmente para relaxar. E, por assim ser, não abrem mão de blogar. Eu, você e várias outras somos dessa segunda turma. Ainda bem, né?!
    Continue sim, ainda mais com essa lindeza de novo layout! 🙂
    beijos e sucesso!

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    • Ananda Etges
      Author

      Pois é, Sarah! Muita coisa mudou. Eu mesma era fiel aos blogs que lia, visitava todos os dias e comentava. Atualmente, não consigo mais acompanhar com a mesma frequência. Até leio, mas é no Ipad ou celular e rapidinho. Nem sempre dá tempo para comentar ou deixar um recado carinhoso. No entanto, o mais bacana é manter um contato com essas primeiras blogueiras que conheci. Vocês foram muitos importantes no meu crescimento como mãe! É uma honra acompanhar o desenvolvimento de vocês e dos pitocos! Beijos!

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  4. Viviane

    Ananda!
    Parabéns pelo novo layout, parabéns pela sua garra e determinação.
    Eu não faço comentários em seu blog, mas passo por aqui todos os dias para ler e aprender alguma coisa contigo.
    Abraço,
    Viviane

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  5. Aline Lima

    clarooo que vc deve continuar ananda, vc mostra a maternidade, que dizer descreve ela de uma forma clara, adoro de verdade seu blog, curto muito tambem as dicas que vc tras sobre algum tipo de produto ou marca que vc ja tenha utilizado e vc passa para nois como se fosse nossa amiga dizendo ** olha eu usei e gostei experimenta para vc rsrs** continue escrevendo, precisamos de pessoas escrevendo sobre a maternidade e cotidiano de uma forma ** normal** e natural bjossss

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  6. Edina

    Terás que no minimo continuar até eu ter ps meus.. Ou seja, ja vou estar acompanhando a fase adolescente das crianças! Hahahah. Sabe que te admiro, consegue assumir tantos projetos, funções, ousando e arrasando! <3

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