Sobre a vontade de ir e a decisão por ficar

Tempos atrás contei aqui no blog sobre a minha história com o Fábio (parte 1, parte 2, parte 3 e final). Nós nos conhecemos em Londres e eu fiquei grávida do Vítor ainda no exterior. Na época, decidimos voltar para a minha cidade natal, no Rio Grande do Sul, para contar com o apoio da família.

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Quando chegamos no Brasil, tivemos que recomeçar do zero. Era um local totalmente novo para o Fábio: novas pessoas, desafios profissionais, outro ritmo. Ele nunca tinha morado no interior e eu voltava para um cidade pequena depois de 5 anos.

Não foi fácil. Claro que ter os meus familiares por perto num momento tão especial como da primeira gravidez foi importante, mas por muitas vezes nos questionamos se era a melhor decisão.

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Um dia me disseram que ir morar no exterior é ter para sempre o coração dividido: se estamos fora, sentimos falta do Brasil, se estamos no Brasil, sonhamos com a vida em terras distantes. Com a gente foi exatamente assim. Nunca conseguimos amenizar a saudade e volta e meia bate aquela dúvida: “e se…”.

Sendo assim, nunca nos fechamos para a possibilidade de voltar para o Reino Unido, lugar que nos conquistou. Considerando o contexto familiar, a vontade era alimentada por N fatores: educação bilíngue para as crianças, amplas opções culturais e artísticas, segurança, qualidade de vida.

Por outro lado, as vantagens de morar no interior e próximo da família também pesavam para uma escolha. Aqui estamos minutos de distância da escola das crianças e do trabalho, podemos contar com avós, bisas, tios, dindos, todos extremamente envolvidos no crescimento e desenvolvimento do Vítor e da Clara, cuidando dos dois com todo amor.

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Então, coração sempre balançou e fomos adiando o sonho de voltar para a Inglaterra. Até que chegou a hora de tomar uma decisão. Não podíamos mais empurrar projetos com base em possibilidades de certo modo distantes, por organização familiar e financeira. Apareceram oportunidades na minha área de trabalho e enfim decidimos: vamos ficar.

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Não é uma decisão para a vida toda, obviamente. Mas por pelo menos mais uns 2 anos devemos continuar em Venâncio, lugar que nos acolhe tão bem e nos mostra a cada dia novas formas de sonhar e viver.

Sol. Grama. Outono. Casa de vó. Sobre o que nos faz ficar.

Sol. Grama. Outono. Casa de vó. Sobre o que nos faz ficar.

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E por aí, já bateu aquela vontade de mudar completamente? Colocar a mochila nas costas e os filhos no sling para voar pelo mundo? Conta pra mim!

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