Filhos e trabalho: às mães que trabalham fora

Depois do nascimento do Vítor e da Clara eu tive diferentes momentos profissionais. Fui desde o home office até o momento atual, em que trabalho fora 8 horas por dia. Sendo assim, posso dizer que cada experiência tem as suas peculiaridades e os seus desafios. Suas vantagens e desvantagens. Suas angústias e alegrias, como tudo na vida.

No entanto, hoje meu texto é para as mães que trabalham fora. Que deixam seus filhos com familiares, babás ou em escolas para poder trabalhar e se dedicar à carreira. Seja porque precisam, gostam ou querem. Isso realmente não importa.

Às mães que trabalham fora eu deixo meu abraço solidário. Quero dizer que é foda pra caralho, se me permitem o palavrão, ter que encarar as múltiplas jornadas. Ter que tirar os filhos da cama em uma manhã fria para levar para escola. Manter a postura firme quando eles imploram para ficar e agarram as nossas pernas para que a gente não os deixe.

É de cortar o coração virar as costas e ouvir o choro dos pequenos, que só aumenta conforme a gente se afasta. Não consigo me acostumar e sofro a cada despedida forçada.

Além disso, é ainda mais difícil quando eles adoecem. Ter que acordar 18627561226 vezes para atender os filhos e no outro dia cedinho estar pronto/pronta para encarar mil problemas e situações profissionais. Com um sorriso no rosto, marcado por olheiras que não negam o cansaço.

***

Hoje estou assim. Cansada fisicamente e com um aperto no peito. Clara está ruinzinha e teve uma noite péssima, pior do que de costume. Semana passada era o Vítor que estava doente.

Em momentos como esse eu me apego (ou pelo menos tento) ao lado bom: tenho uma certa flexibilidade no trabalho, o Fábio também consegue se programar para ficar com as crianças em determinados horários, minha mãe e minha avó estão sempre dispostas a nos ajudar. Também adoro o que faço e sou feliz onde trabalho. As crianças estão se adaptando bem à nova escola geralmente vão felizes brincar com os amigos.

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Na mesa do trabalho, mulheres fortes para que sejam a inspiração de cada dia

De qualquer forma, dói e é difícil. Penso em quantas outras pessoas, pais e mães, sofrem com a mesma situação. Muitos que nem sequer possuem escolha ou alternativa.

Força!

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10 comments

  1. Camila Milena

    Olha, realmente não é fácil! Só passando por isso pra saber. As vezes levando o meu filho pra escolinha penso se as outras mães também saem com o coração na mão. Eu trabalho e passo O DIA INTEIRO pensando nele, e me sinto terceirizando a maternidade. Como ele fica tempo integral minha culpa aumenta. E quando ele chora? E quando está chovendo? E quando está tão bom ficar na cama que chega a dar pena de acordá-lo? Tento focar em qualquer outra coisa, mas todo dia é o mesma coisa, as mesmas angústias, e o pensamento de como seria se fosse diferente? Mães e suas culpas….

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  2. Andrea

    É a culpa nos atormentando diariamente. Os meus não vão para a escola em turno integral pois ficam com a babá pela manhã mas mesmo assim dói! E como dói! O sentimento de tercerização é o mesmo. E haja fôlego no final do dia para brincar, dar banho, dar janta e fazer dormir! E a angústia de ficar longe o dia inteiro e querer recuperar o tempo perdido com as crianças exaustas? É ser firme para manter a rotina, pois eles precisam de rotina! É pesado! Será que um dia lá na frente vamos nos sentir melhor? Será que conseguiremos educar adequadamente para que eles sejam pessoas boas e felizes?
    Tantas dúvidas!
    Tamo juntas Ananda!
    Bjs

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    • Ananda Etges
      Author

      Andrea, estamos juntas mesmo! Muitas dúvidas e questionamentos. Mas uma certeza: a de que estamos fazendo isso por eles. Além disso, que possamos repensar as nossas decisões e fazer o melhor ajuste quantas vezes for necessário. Beijos!

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  3. RAQUEL

    Realmente é muito difícil trabalhar e deixar nosso filho com outras pessoas. Parece que não somos nós que estamos criando. Dói todo dia deixá-lo. Gostaria de trabalhar em casa e cuidar dele ao mesmo tempo. Por isso que mês que vem vou deixar o meu emprego e cuidar dele.
    Não que eu ache que todas devem fazer isso, afinal temos e devemos trabalhar.
    É que aqui em casa estamos em momento de transição. Meu marido mudando de função no trabalho, mudamos de casa recentemente e não temos mais uma pessoa confiável para deixar o nosso bem mais precioso. Então decidimos que eu ficaria em casa, pelo menos até o começo do ano que vem.
    Não vou mentir, estou muito ansiosa de ser mãe em tempo integral novamente. mas também tem a parte de ficar em casa o dia inteiro, no máximo ir a pracinha a tarde, no meio da semana, sou uma pessoa super ativa, então vou sentir a mudança. Mas sei que é por uma boa causa, afinal é o melhor, no momento, para o meu filho.
    E além do mais, não será eterno, ano que vem volto a procurar emprego.
    beijos, amoo seu blog (conheço a pouco tempo, mas amo. rs)

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    • Ananda Etges
      Author

      Raquel,

      Uma boa sorte nessa nova fase! É uma sensação estranha parar de trabalhar, ainda mais por cobranças alheias e por padrões impostos pela sociedade. Mas acho que tu tá certa, por se permitir experimentar e ver qual o melhor arranjo para vocês. Grande beijo 🙂

      Beijos!

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  4. barbara Alves Sene dos santos

    Estou nessa fase dificil meu bebe tem um ano e meio eu sou proprietaria e farmaceutica responsavel pelo meu estabelecimento meu marido trabalha comigo ele administra a farmacia porem não é farmaceutico então abreviando eu preciso trabalhar, como sou proprietaria meu filho ficou comigo aqui tempo integral até um ano depois achei uma baba pra ficar com ele atarde um pouquinho aqui e um pouquinho em casa de manha ele continuou so comigo ,agora com um ano e meio ele vai pra escolinha de manhã então nosso tempo juntos reduziu mt é melhor pra ele , eu sei, pq aqui dentro da farmacia ele fica mt irritado mas meu coração anda partido e ninguém é capaz de me entender…. ao ler essa matéria criei forças pra continuar e renovar meu animo pra vida ! Muito obrigada

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    • Ananda Etges
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      Oi Barbara! Que bom que meu texto ajudou. É muito difícil mesmo ficar em paz no dilema maternidade x carreira. Fica bem, viu? Beijos!

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