Uma mãe vegetariana

Eis que tenho uma novidade: não como mais carne. Decidi me tornar vegetariana. Os motivos são muitos, mas o fundamental e que resume é o respeito aos animais.

Não foi uma decisão repentina, porém resultado de reflexões e pesquisas sobre o vegetarianismo.

Não comer carne é o primeiro passo, mas com o tempo acredito que novos cortes virão. Não tomo leite, apenas consumo quando misturado no preparo ou na composição de outros alimentos, tenho evitado ovo e assim por diante.

Vejo o vegetarianismo e suas variáveis, por assim dizer, como um processo rumo ao veganismo. Não que todo vegetariano vá, necessariamente, se tornar vegano. Contudo, é um caminho bastante natural.

Percebi isso da mesma forma que observo a situação do parto e do parto humanizado. Primeiro, para mim, ter parto normal era o importante. Quando tive um, cheio de intervenções, vi que aquilo não bastava. O conhecimento me levou à percepção do parto humanizado. Primeiro, pela visão da mãe, como protagonista. Em um segundo momento, pelo ponto de vista do bebê. Por último, o parto domiciliar passou a fazer todo sentido e completar o que acredito ser o mais próximo do ideal possível, de uma maneira geral.

O mesmo tem acontecido comigo no vegetarianismo. Um passo de cada vez. Com muita informação, pesquisa, reflexão. Isso tudo aliado aos meus desejos e limites. Ao que acredito ser o melhor para mim, pela minha consciência de ambiente e mundo, e, automaticamente, para a minha família.

Então, agora entra um dos detalhes da situação. Eu decidi virar vegetariana, mas e como fica a minha família?

As crianças comem carne desde a introdução alimentar. Não me sinto no direito de tirar isso de uma hora para outra, por uma decisão que levei anos até consolidar. Assim, conversei com o Fábio e decidimos que vamos deixá-los livres para escolher.

O Fábio não é vegetariano. De tal forma, a alimentação da família continua muito próxima ao que era antes. O que mudou é que quando eu cozinho tenho buscado algumas opções diferentes. Carne de soja, por exemplo, era algo que eu nunca tinha feito. Agora, testamos em receitas diferentes como uma opção casual. Também incrementamos a alimentação com mais legumes e verduras. Isso foi super positivo para a família inteira.

Com o passar do tempo, pretendo explicar para o Vítor e a Clara o porquê da minha decisão. Quero que eles percebam o vegetarianismo como algo normal, sem preconceito, e com informações precisas, não achismos. Assim, eles vão poder decidir qual caminho seguir, com embasamento e propriedade.

E por aí? Alguma mãe vegetariana? Gostaria de trocar figurinhas, receitas, dicas (:

alface

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4 comments

  1. Raquel Boaventura

    Olá Ananda! Sou vegetariana há pouco mais de uma no e estou grávida de 13 semanas. Antes mesmo de engravidar, já tive várias discussões com meu marido sobre a alimentação dos nossos (futuros) filhos. Ele acredita que a criança tem que experimentar de tudo e quando tiver maturidade, escolher o que é melhor para ela. Já eu acho o oposto…penso que não devo introduzir nenhum tipo de carne na alimentação da criança, visto que futuramente seria mais difícil de tirar um alimento ao qual ela já se acostumou. Esse assunto me tira o sono, por que ainda tem a questão da família toda ser carnista (meu pai, os pais do meu marido…). Vai ser uma batalha e tanto…Alguma dica?rs

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    • Ananda Etges
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      Oi Raquel!
      Então, é um verdadeiro dilema! Aqui o Fábio é bem tranquilo. Ele não é vegetariano, mas simpatiza bastante e já reduziu muito o consumo de carne depois da minha decisão.
      Sobre oferecer ou não carne para as crianças… confesso que é uma batalha! Sugiro que tu converse com alguma nutri infantil que tenha conhecimento na área de vegetarianismo, para respaldar bem a tua decisão. Convida o marido para acompanhar, para ele ver que o assunto não é um bicho de sete cabeças 🙂

      Beijos!

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  2. Oi, Ananda! Também sou vegetariana! Mês passado fez 5 anos. Engravidei, passei a gravidez inteira sem comer carne nenhuma, e Cauã teve um ótimo desenvolvimento, ou seja, não influenciou em nada. Ele agora está com 3 meses, faz 4 esse mês, daqui a 2 começam as papinhas e não vou dar carne alguma. Meu marido também é vegetariano, se tornou depois de conversar muito comigo rsrs… (No início da nossa amizade ele me zuava até demais, hoje em dia é mais preocupado que eu, lê rótulo de tudo, essas coisas. Eu sou mais desligada. Hahaha) então ele concorda em não ter carne na alimentação do Cauã. Mas vou fazer como você, conversar e dar liberdade de escolha, deixar ele decidir futuramente se vai querer continuar ou não! ^^
    Eu tenho medo aqui é com a família. Minha e do meu marido. De como vão reagir com Cauã, um bebê, uma criança, não comendo carne. Já sei que muitos não me apoiam rsrsrs! Mas vamos ver hehehe

    Bjs!!!

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    • Ananda Etges
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      Oi Sara! As pessoas geralmente estranham e condenam uma criança que não come carne. Na verdade, condenam os pais e chegam a considerar que são irresponsáveis! É uma questão bastante complexa, por isso, acredito que o fato do teu marido também ser vegetariano vai contribuir bastante, especialmente na segurança de vcs para enfrentar qualquer julgamento ou comentário chato. Boa sorte e volte sempre, quero aos poucos compartilhar mais coisas sobre esse assunto!

      Beijos, Ananda

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