Acidente na escola: Vítor e a queda do escorregador

Estava no trabalho, em uma reunião. O telefone tocou, minha colega saiu para atender e voltou em passos rápidos me chamando. Disse que era da escola do Vítor e urgente.

Meu coração parou por alguns segundos. Atendi a ligação e do outro lado ouvi a professora, nervosa:

“Mãe, o Vítor caiu e bateu a cabeça. Foi feio”.

Na rua, começava uma chuvarada daquelas. Pedi para meu amigo continuar a reunião, peguei a bolsa e sai, desnorteada. Vi que o mundo caia, mas não achei guarda-chuva. Caminhei de um lado para o outro até que fui na chuva mesmo.

Nos poucos passos até o carro já fiquei encharcada. Liguei para o Fábio e pedi pra ele ir comigo até a escola. Em minutos estávamos chegando apressados, ansiosos para saber exatamente o que tinha acontecido.

Na porta da sala do Vítor o encontramos inconsolável. O pequeno estava suado de tanto chorar. Na cabeça, um galo enorme. Sentamos juntos para acalmá-lo. Eu o peguei no colo e fiquei segurando o gelo na lateral da sua testa.

A professora contou que ele estava brincando com os colegas na área coberta quando caiu do topo do escorregador, direto no piso. Vítor não sabia dizer se tinha sido empurrado ou caído sozinho. Hoje, falou que tinha tropeçado.

Esperamos a chuva diminuir e decidimos levá-lo na UPA, para ter certeza que estava tudo bem. Ele reclamava de dor dentro da cabeça.

Na emergência fomos logo atendidos. O médico encaminhou o pequeno para observação, para monitorar seus sinais. Uma enfermeira trouxe gelo e o deitamos em uma cama. Após se acalmar, o Vítor dormiu. A equipe médica disse que não tinha problema nenhum ele descansar, que, inclusive, seria bom para ele ficar mais tranquilo.

Como apenas um acompanhante podia ficar, voltei para o trabalho para pegar algumas coisas. Busquei a Clara e passamos na minha vó.

O Vítor chegou na UPA pelas 16h e a previsão de alta era às 19h. Fui para lá depois das 18h esperar. Troquei com o Fábio para ficar um pouco com ele. O médico nos chamou e levei o pequeno no colo. Ele estava bem sonolento e reclamava de dor de cabeça e barriga. Quando tentava sentar ou ficar em pé, dizia que estava tonto. Na porta do consultório médico começou a vomitar.

Uma enfermeira nos ajudou e voltamos para observação. Teríamos que ficar mais tempo ali.

Fábio voltou para o quarto com o Vítor e fui com a Clara para casa tomar um banho e comer algo. Meu avô veio nos ajudar e mais tarde troquei novamente com o Fábio, para então ele comer e fazer a Clara dormir em casa.

Nesse meio tempo o Vítor vomitou mais vezes e deram uma injeção. Com a medicação, ele começou a de fato melhorar. Ficou mais ativo e voltou a conversar. Enfim, um alívio depois de tanta correria e preocupação!

Permanecemos na observação até 23h, quando o médio voltou para reavaliação. Ele nos passou uma série de recomendações, alguns remédios e liberou. Uma alegria depois de um dia daqueles!

Em casa, o Vítor bateu um pratão de arroz e feijão e foi dormir. Hoje, acordou super disposto e já sem dor.

Seguimos observando e seguindo as recomendações médicas. No entanto, a maior preocupação parece ter passado!

Obrigada todos que nos mandaram mensagens e pensamentos positivos! Isso com certeza nos deu força para superar as horas de angústia e anseio.

Agora, o pequeno já está pronto para a próxima aventura. E de lição… ficou atenção redobrada na pracinha!

ProjetoDeMae_Foto_47

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13 comments

  1. ai ananda ainda bem que não passou de um susto!! logo depois do acidente do vitor , aconteceu aqui em casa com meu filho tb de 5 anos, estava andando de bike na rua sem rodinhas e caiu com o rosto no asfalto. Machucou bastante rompeu o freio lingual na parte superior da boca, o rosto , sangou muito pior de tudo e ver o desespero da criança nesse momento. mais ainda bem que t b nao passou de um susto e um aprendizado para mim. aiaiaia ananda essa vida de mãe cheia de emoçoes né rsrs

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