Drama queen da maternidade: sobre choro na madrugada e ouvido jorrando sangue

Fim de semana memorável. Muita expectativa para formatura de dois amigos queridos.

Super programação de beleza money zero. Aqui, praticamos a auto-arrumação. Afinal, cento e lá sei quantos no salão para divar toda acabada e suada na pista de dança não está nos planos, pelo menos não agora.

Então, sábado de limpeza de pele e sobrancelha by Google. Tentei adiantar o que dava pela manhã, para depois do almoço encaminhar a soneca das crianças e concluir a produção, afinal, a colação era super cedo, 17h30, na cidade vizinha. Antes disso, ainda tinha que dar uma passada no aniversário da minha vó. Então, tempo cronometrado.

12h Almoço
13h30 Crianças que acordaram 7h em pleno sábado (!!!) tirando soneca
14h00 Unhas
14h30 Buscar um colar na casa de uma amiga e trocar uma meia-calça no centro
15h Buscar vestido na costureira
15h15 Banho, cabelo e maquiagem
16h Crianças acordadas e mamãe pronta para passada em família na casa da bisa (e boquinha estratégica)
16h30 Eu pronta para buscar meus colegas para colação

Adivinha se deu certo? Óbvio que não. Murphy materno me ama e já bagunçou tudo na etapa 2 da programação, a parte da soneca.

Vítor e Clara voltaram do almoço visivelmente caindo de sono. Foi colocar o pé em casa que começaram a pular como se não houvesse amanhã. Acho que foi o efeito do doce de sobremesa. A mãe pira.

***

No fim das contas, o Vítor pegou no sono pelas 15h. A Clara… nem dormiu. Fiquei toda enrolada e atrasada. Já não sei me maquiar direito, com pressa então… ficou uma beleza! Consegui errar o olho esquerdo cinco vezes.

Passei na minha vó voando, nem deu tempo para comer um pedacinho de torta. Enfiei uma bolinha de queijo na boca e fui embora meio mastigando, meio dando tchau pra todo mundo.

Busquei o pessoal e fomos para formatura. Tudo certo, colação ok, festa ótima.

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O Vítor e a Clara ficaram na casa dos meus pais. Eles estão acostumados a ficar com eles, mas não dormem lá com frequência.

Desde que as crianças nasceram raramente saímos à noite. Então, em situações assim, como formaturas, casamentos, etc, tentamos aproveitar ao máximo.

***

Eis que lá pelas 2h da madrugada o celular toca. Eu mais pra lá do que pra cá, atendo minha mãe já prevendo que o vale night estava acabando ali.

Clara chorava desesperada no fundo da ligação. “Mamãe, mamãe, mamãe” em looping infinito. Lá fomos nós buscar a pequena.

Chegamos em casa, tomei um banho rápido e deitei com ela.

No domingo, acordei com uma ressaca básica, para lembrar que tô velha para vida de balada e, definitivamente, desacostumada a beber. Passei a tarde me arrastando, até tirar uma soneca e conseguir me recompor.

***

À noite, uma dose de emoção, só para dar uma variada.

Vítor brincando e do nada começa a chorar desesperado apontando para orelha. Olhamos e a cena é dramática. Sangue, sangue, sangue. Corro para pegar a bolsa e ir para o hospital com ele. Óbvio que não acho os documentos necessários. Corro de um lado para o outro enquanto ele chora. A Clara começa a chorar também porque né… caos pouco é bobagem. Quando finalmente achamos tudo o Fábio diz que fica com a Clara enquanto eu e o Vítor vamos para o plantão.

No hospital, somos atendidos rápido e o diagnóstico é infecção no ouvido. O médico nos aconselha a procurar um especialista e chama a atenção para o fato do Vítor não ter indicado sentir dor. Ele não reclamou de nada nos últimos dias, então foi realmente uma surpresa uma infecção tão avançada.

Detalhe que a Clara recebeu o mesmo diagnóstico na semana passada e já está completando 7 dias no antibiótico. Não basta um filho doente, precisa dois com a mesma coisa e ao mesmo tempo.

***

Voltamos para casa fechando o fim de semana todo trabalhado no drama e no improviso. Maternidade, sua fanfarrona. Dá para ser um pouco mais tranquila e serena de vez em quando?

Drama queen da maternidade: sou mesmo. Confesso.

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Agora me diz: merecem ou não merecem uns apertões?

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