Mais do que um método de ensino, Montessori é uma filosofia de vida

Por Andressa Dalla Costa Berger*

Confiar na criança e autoconhecer-se são os princípios que mais me tocaram e me assustaram quando comecei a estudar o sistema Montessori. Logo no primeiro dia do curso de formação Montessori já pude perceber o quão intensa e transformadora essa experiência seria na minha vida.

Eu tenho uma filha de 4 anos e 8 meses. A Manu sempre foi uma criança de personalidade forte, como costumamos dizer. Desde muito pequena, já tinha suas vontades e queria fazer suas próprias escolhas, que na grande maioria das vezes não eram as que eu gostaria ou tinha idealizado para ela. Temos a tendência a acreditar que precisamos agir pelos nossos filhos, escolher por eles e formar essas crianças, já que somos os adultos e achamos que sabemos o que é melhor pra elas.

Para a minha surpresa, Maria Montessori diz que é a criança quem forma o homem. Ela precisa que o adulto a guie, ampare e proteja, precisa que o adulto lhe prepare um ambiente em que ela possa ser a autora do seu próprio conhecimento e precisa que o adulto prepare a si mesmo.

casaEsse último, preparar a si mesmo, está sendo para mim o mais desafiador e transformador. É um processo difícil, e muitas vezes doloroso, perceber os inúmeros erros cometidos e que ainda, por vezes, cometemos. É intenso ter consciência das nossas atitudes e de como elas afetam as nossas relações com as crianças e também exercitar um novo olhar sobre os nossos filhos, confiando neles, respeitando suas escolhas e individualidades e oferecendo oportunidades para que se desenvolvam com segurança, autonomia e independência.

“O adulto não tem compreendido a criança e o adolescente; em consequência, trava contra eles uma luta perene. O remédio não consiste em fazer o adulto aprender alguma coisa ou integrar uma cultura deficiente. Não. É preciso partir de uma base diferente. E necessário que o adulto encontre em si mesmo o erro ignorado que o impede de ver a criança.”  (Maria Montessori)

Ainda estou em formação e transformação, mas compreendo que a criança, no sistema Montessori, é considerada o pai do adulto. Ela nos ensina a perdoar, vivenciar o momento presente, apreciar a simplicidade, se conectar com a natureza e consigo mesma, cooperar, colaborar e merece toda a nossa atenção, observação, nosso cuidado, fé e esperança. Uma nova forma de ver a criança é um jeito muito melhor e mais bonito de ver a vida em si mesma.

Andressa é Desenhista Industrial por profissão, aspirante a educadora por convicção e mãe por vocação. Seu encantamento com o sistema Montessori e o sonho de desenvolver um trabalho com as crianças fizeram nascer o projeto Casa PanaPaná.

A Casa PanaPaná é um espaço de educação complementar, que oferece contraturno, oficinas e cursos livres para crianças e adultos, encontros de pais e educadores e espaço de atendimento multidisciplinar para toda a família. Todas as atividades da Casa são inspiradas no sistema Montessori. Ela está localizada na Rua Rio de Janeiro, 245, Higienópolis, Santa Cruz do Sul/RS.

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Método Montessori é o nome que se dá ao conjunto de teorias, práticas e materiais didáticos criado ou idealizado inicialmente por Maria Montessori. De acordo com sua criadora, o ponto mais importante do método é, não tanto seu material ou sua prática, mas a possibilidade criada pela utilização dele de se libertar a verdadeira natureza do indivíduo, para que esta possa ser observada, compreendida, e para que a educação se desenvolva com base na evolução da criança, e não o contrário. Saiba mais AQUI.

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