Divórcio: vou me separar, e agora? O que faço?

Calma, não sou eu que vou me separar! O título do texto é uma pergunta que acredito que muitas pessoas se fazem quando decidem pelo divórcio. Afinal, a separação, ainda mais quando o casal possui filhos, geralmente é um momento emocionalmente conturbado. Por isso, muitas pessoas podem ficar com dúvidas sobre qual caminho seguir e sobre o que vem pela frente.

Para ajudar, compartilho as dicas da advogada familiar colaborativa Iane Ruggiero. Sua atuação é voltada à solução adequada e construtiva de conflitos familiares, com a orientação de profissionais interdisciplinares.

1) Considere buscar ajuda psicológica

Apesar de muito comum nos dias de hoje, o divórcio é um dos momentos de maior estresse da vida de uma pessoa.

Por esse motivo, por mais forte que você se considere, é altamente recomendado que, nesse momento, você procure ajuda profissional para lidar com todos os seus sentimentos. Essa ajuda, inclusive, será de grande valia para a melhor tomada de decisões quanto às questões jurídicas e materiais da separação.

Se tiver filhos, considere também consultar um psicólogo infantil. Esse profissional poderá orientar os pais sobre como abordar a separação com os filhos, como se fortalecer como pais, apesar da separação, além de acompanhá-los, caso haja necessidade.

2) Desarme-se

Abra-se para as possibilidades amigáveis de solução de conflitos. Por mais ferido que você esteja, raras vezes o litígio é a melhor solução. A briga judicial é cara, lenta e muito dolorosa, principalmente para os filhos.

Por isso, desarme-se. Desde o começo, estabeleça o ambiente de confiança com seu ex. Desarme o outro. Mostre a sua boa-fé. Queira muito o acordo. E esteja bem orientado para isso.

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3) Procure (logo) um advogado

Ainda que você não tenha certeza sobre a separação, procure um advogado. Em geral, as pessoas têm noções muito limitadas sobre as leis e o Direito e, especialmente, sobre as leis relativas à família. Pessoas muito instruídas vêm ao escritório com noções totalmente equivocadas sobre guarda de filhos, regimes e partilha de bens, pensão alimentícia etc.

Tire todas as suas dúvidas, anote tudo, separe todos os documentos que o seu advogado pedir. E não espere para fazer essa consulta. As pessoas tendem a tentar resolver sozinhas os seus problemas. Muitos têm a ilusão de que vão conseguir acertar tudo sozinhos e contratar o advogado só “nos finalmente”, para homologar o divórcio.

Mas na separação, as questões são das mais complexas e importantes da vida de alguém: seus filhos, seu patrimônio e sua renda. Tentar resolver sozinho questões tão relevantes, em um momento de grande estresse emocional e sem assistência especializada pode gerar o que chamamos de escalada do conflito de uma maneira irreversível. O casal, que antes estava conseguindo conversar razoavelmente, pode atingir um nível de desentendimento que inviabilizaria o acordo, tornando inevitáveis as ações judiciais.

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4) Escolha um profissional especializado em Direito de Família e das Sucessões e com experiência em Métodos Adequados de Solução de Conflitos (MASC´s)

O Direito é extremamente amplo. Escolha um profissional especializado na área. Além do conhecimento específico e da prática, a habilidade de lidar com as questões que permeiam um conflito de família pode ser a diferença entre um acordo rápido e feliz e um longo e triste processo judicial.

Mais do que isso: hoje, o processo judicial não é a primeira e nem a única, e está longe de ser a melhor solução para um conflito familiar. Por isso, procure um advogado bem ambientado com a mediação e as práticas colaborativas, e que conheça os mais modernos métodos de negociação ganha-ganha, sem barganha posicional. Esse profissional poderá te explicar todos os possíveis caminhos a se seguir, com suas vantagens e desvantagens e te ajudará a avaliar qual é o mais adequado ao seu caso.

* Acompanhe mais dicas e informações sobre direito familiar no Facebook da profissional Iane Ruggiero.

* Texto enviado por assessoria de comunicação e publicado por se encaixar na proposta editorial do Projeto de Mãe.

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