Clarissa Pinkola Estés

Clarissa Pinkola Estés: psicóloga junguiana e escritora

A psicóloga Clarissa Pinkola Estés especializou-se em traumas e assistência para recuperação pós-trauma e escreveu inúmeros livros ao longo de sua carreira. Muitos deles foram traduzidos para mais de 35 idiomas.

Com uma história de vida peculiar e um olhar sensível ao sofrimento humano, é a autora do clássico Mulheres que Correm com Lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem.

O livro foi lançado no ano de 1992 e fez tanto sucesso que esteve por 70 semanas New York Times na lista de livros mais vendidos. Além disso, seu talento para poesia é outro destaque que prende a atenção de seu público e desperta a reflexão em seus seguidores.

E no artigo de hoje, vamos conhecer mais de perto a biografia, vida e a trajetória literária de Clarissa Pinkola Estés.

Acompanhe.

A vida de Clarissa Pinkola Estés

Clarissa Pinkola Estés nasceu no estado norte-americano de Indiana no dia 27 de janeiro de 1945. Portanto, seu nascimento foi justamente no ano em que terminou a segunda guerra mundial.

Clarissa, que possui ascendência mexicana nativo Americana foi filha dos Trabalhadores braçais Cepción Ixtiz e Emilio Maria Reyés.

Porém, aos 4 anos de idade Clarissa foi colocada para adoção por seus pais biológicos e adotada por Maruska Hornyak e Joszef Pinkola, 2 Imigrantes húngaros.

Ou seja, durante a sua infância Clarissa passou por algumas dificuldades, contudo, pode conviver com pessoas de diferentes nacionalidades. E com isso teve uma proximidade muito maior com mitos, lendas e aspectos culturais de diferentes povos.

Todos esses aspectos acabaram sendo positivos para a escritora e viriam a se manifestar em suas obras muito tempo depois.

Clarissa Pinkola Estés se graduou em psicologia e psicoterapia no ano de 1976 na Colorado Heights University em 1976. E no ano de 1981 concluiu seu doutorado em Psicologia Étnico-Clínica na Union Institute & University.

A jovem Clarissa começou a escrever os 25 anos, contudo só publicaria um livro aos 50 anos de idade. E durante todo esse tempo ela escreveu poesias, além de muitos relatos e histórias que ouviu durante viagens que realizou.

Trabalho e carreira de Clarissa Pinkola Estés

Durante sua atuação profissional Clarissa atendeu muitos pacientes que eram veteranos da Primeira e da Segunda Guerra Mundial. Especializada em eventos traumáticos, a psicóloga trabalhou no hospital de veteranos Edward Hines Jr., de Illinois.

Outras de suas atividades incluem:

  • Atendeu e orientou famílias de pacientes que sofrem de estresse pós-traumático;
  • Criou um protocolo de recuperação pós trauma para auxiliar os Sobreviventes do terremoto da Armênia;
  • Atuou no auxílio à vítimas Sobreviventes e familiares diversos desastres naturais;
  • Ministrou aulas de escrita criativa em muitas prisões norte-americanas;
  • Trabalhou durante os anos de 1993 até 2003 com a comunidade das vítimas do massacre de Columbine.

Além de tudo isso, atualmente Clarissa atua junto aos atendentes de ocorrências de emergência do 911 dos Estados Unidos. E continua a atender vítimas de massacre e desastres.

O programa de rádio em Denver

Depois do ensino médio Clarissa Pinkola Estés mudou-se para o estado americano do colorado. Seu primeiro mata-olho foi no ano de 1967 todavia ela se separou no ano de 1974. E de sua primeira união teve 3 filhas.

Mas, ela fica vou novamente perto de 50 anos de idade com um sargento da Força Aérea dos Estados Unidos. Nesta mesma época ela passou a participar de um programa de rádio em Denver.

No programa ela falava sobre Carl Gustave Jung, e dava orientações com base em sua formação na psicologia analítica de Jung. Posteriormente, seus programas foram gravados em fitas e amplamente vendidos nos Estados Unidos.

Portanto, foi devido ao sucesso da fitas de Clarissa que algumas editoras tiveram interesse em seu trabalho e fizeram propostas para que a psicóloga escrevesse um livro.

Clarissa Pinkola Estés e o sucesso de Mulheres que Correm com os Lobos

O livro Mulheres que Correm com os Lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem é um título conhecido mundialmente. Pois, já foi publicado em mais de 42 idiomas, o que inclui o português.

Aliás, o livro foi relançado no Brasil no ano de 2018 pela editora Rocco, e é considerado um longa-seller. Ou seja, um livro que permanece entre os mais vendidos por um longo tempo após o seu lançamento.

Para se ter uma ideia, são 80 mil exemplares vendidos apenas entre os anos de 2018 e 2019 no Brasil.

Além disso, a obra consta do ranking de mais vendidos no país da revista Veja, desde o mês de abril do ano de 2020.

Há quem diga que o segredo é a narrativa

Em Mulheres que Correm com os Lobos Clarissa Pinkola Estés utiliza seu conhecimento em psicologia traçar um paralelo entre Mitos e Contos e o inconsciente feminino. E a autora faz isso com uma tocante, sensível e esclarecedora narrativa.

A obra fita diversos contos e lendas, alguns não tão famosos no Brasil, enquanto que outros amplamente conhecidos. Seguem alguns exemplos:

  • O patinho feio;
  • Barba-azul;
  • La Loba;
  • Os Sapatinhos Vermelhos;
  • Vaselisa e Sabida;
  • A mulher esqueleto.

Algumas dessas histórias Clarissa ouviu durante sua infância como o clássico conto mexicano La Loba.

Em resumo, a história conta como uma velha bruxa ao reunir os ossos de um lobo é capaz de desenvolver-lhe vida. E, ao sair correndo o lobo revivido transforma-se em uma mulher, feliz e livre.

A obra é significativa nos dias atuais principalmente pela sua relevância para o movimento de direitos das mulheres, uma vez que discute primordialmente a liberdade feminina.

Portanto, questões referentes a submissão da mulher durante a idade média e outras épocas contrastam com a natureza livre do inconsciente feminino. Fato que torna a obra popular e muito atual nos dias de hoje.

Concluindo

Clarissa Pinkola Estés é escritora talentosa, obras tem um caráter sensibilizador, que estimulam a reflexão e o autoconhecimento.

Alguns outros títulos importantes da escritora incluem: Libertem a mulher forte: O amor da mãe abençoada pela alma selvagem, A Ciranda das Mulheres Sábias e O Jardineiro que Tinga Fé.

Em suas obras temas como a força da mulher, o choro como forma de cura, o amor e a liberdade são sempre muito presentes.

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