dor crônica

Dor crônica, entenda o que é e quais são as opções para o tratamento

A dor crônica pode ser definida como a sensação em qualquer parte do corpo que dure mais de um mês após o fim da lesão. 

Além disso, a persistência da dor por um período superior a 3 meses também ganha esse nome e indica, na maioria dos casos, que há problemas referentes ao sistema nervoso central. 

Aliás, é preciso considerar que, mesmo com motivos físicos, a dor crônica pode ser potencializada ou influenciada por questões emocionais, que irão impactar na intensidade e duração.

Por isso, trouxemos este artigo para explicar os principais motivos, danos e tratamentos. Confira conosco e boa leitura!

Quando uma dor é considerada crônica?

Em geral, uma dor é considerada crônica quando ela dura e se repete por longos prazos, seja meses ou anos, acontecendo um dos itens a seguir:

  • Duração superior a três meses consecutivos;
  • Duração superior a um mês após a resolução do problema ou lesão que a teria gerado;
  • Ocorrência periódica por meses ou anos, ainda que haja intervalo entre eles;
  • Ocorrência devido a sua associação com uma doença crônica, como por exemplo, diabetes, fibromialgia, câncer, artrite, dentre outros) ou mesmo feridas que não cicatrizam.

Principais sintomas

A dor crônica pode provocar, frequentemente, o aparecimento de sintomas como fadiga, insônia e distúrbios de sono, redução ou ausência da sensibilidade do paladar, diminuição da libido, entre outros.

Qual a diferença entre dor crônica e aguda?

Em resumo, é possível diferenciar a dor crônica da aguda pela origem ou causa e também pelo tempo de duração de ambas.

Enquanto a dor aguda ou episódica pode ter em sua causa um choque ou corte e desaparecer durante a recuperação do dano, a dor crônica irá continuar, mesmo ao fim da recuperação. 

O importante é que, em qualquer um dos casos, se procure um profissional médico para avaliação e tratamento.

Quais são os danos que a dor crônica pode provocar?

Em quadros mais graves, a dor crônica é capaz de limitar a interação social e interferir em atividades do dia a dia, incapacitando o paciente de diversas tarefas. 

Entretanto, mesmo quando a dor recorrente se torna suportável, ela merece atenção por indicar um processo que pode levar a outras doenças. Isso porque a dor crônica estimula as fibras nervosas e as tornam mais ativas. 

Dessa forma, sensibiliza ainda mais o corpo e irá trazer problemas mais complexos se não tratados.

Conheça as opções para o tratamento

As opções de tratamento para uma dor crônica são diversas e dependem da recomendação médica e da complexidade da dor. Mesmo com técnicas e procedimentos que podem ser utilizados simultaneamente, o tratamento da dor crônica é individualizado conforme o quadro. 

Abaixo relacionamos os principais tratamentos.

Medicamentos, injeções e infiltrações

Existem no mercado uma variedade de remédios para o combate da dor crônica. Desde analgésicos, anti-inflamatórios até opióides, que podem atender desde as dores mais moderadas até as mais intensas. No entanto, estes medicamentos apresentam diversos efeitos adversos como, dor abdominal, azia, náuseas e vômitos, sonolência e diarreia. Além do mais, medicamentos opióides possuem o potencial de causar dependência medicamentosa. 

Já para alguns casos de dores crônicas múltiplas ou neuropáticas, a aplicação pode ser feita através de injeções ou infiltrações.

Medicina integrativa: alternativas terapêuticas para a dor crônica

Com a função de auxiliar tratamentos tradicionais, a medicina integrativa pode ajudar a combater a dor crônica através de práticas comprovadas para o bem-estar e qualidade de vida. 

Dentre as mais comuns, se destacam:

  •  
  • Cannabis medicinal: utiliza das propriedades terapêuticas da cannabis para realizar sinapses melhores entre os neurotransmissores e assim proporcionar redução da dor nos pacientes. 

O assunto é tão complexo e técnico que existem  hoje cursos de cannabis medicinal com o intuito de capacitar profissionais médicos para as práticas terapêuticas que envolvem a planta.

  • Acupuntura: a milenar terapia oriental é uma excelente e comprovada alternativa para aliviar dores crônicas dos mais diversos tipos. A Acupuntura envolve a inserção de agulhas em pontos específicos do corpo visando produzir respostas corporais positivas.
  • Yoga e técnicas de relaxamento: este procedimento costuma diminuir as contrações e melhorar a autopercepção do corpo, reduzindo a dor crônica de maneira satisfatória.

Fisioterapia

A indicação da fisioterapia em casos de pacientes com dor crônica costuma acontecer, principalmente, quando acontece limitação do movimento do corpo, ou seja, quando a pessoa passa a ter movimentos reduzidos, dificuldade em caminhar ou ainda problemas para executar tarefas físicas comuns.

 A fisioterapia fortalece os músculos, permitindo uma melhor percepção corporal ao paciente.

Terapia comportamental e psicoterapia

Em casos em que a dor crônica é agravada ou aumentada por questões psicológicas, há técnicas como relaxamento, mindfulness ou hipnose que podem ajudar no controle da dor.

Além disso, a terapia cognitivo-comportamental irá auxiliar no entendimento do paciente sobre a sua dor, e a melhor compreensão de si, o que pode contribuir para o retorno gradual do humor, das atividades físicas e mentais.

Assim, mesmo que não atue diretamente na dor crônica, estas opções auxiliarão no equilíbrio emocional enquanto o tratamento é realizado.

Cirurgia

Quando a dor crônica não responde a tratamentos ou medicamentos, também existe a possibilidade de procedimentos cirúrgicos específicos. Contudo, eles são indicados de forma individualizada e apenas para determinados tipos de dores crônicas.

Por exemplo, a cirurgia para hérnia de disco, a correção ou alteração nas vértebras ou ainda o implante de eletrodo na medula espinhal, com a intenção de bloquear os estímulos responsáveis pela dor crônica.

O que fazer com dor crônica?

Por último, é preciso responder sobre o que fazer com a dor crônica e a resposta é simples: procure um médico. Apenas um profissional será capaz de prover um diagnóstico correto e orientar sobre quais práticas serão efetivas. 

Nunca realize automedicação ou qualquer prática de exercício ou terapia sem antes consultar um profissional de confiança da área da saúde.