Como fazer uma viagem longa sozinha com duas crianças

Nanda_ProjetoLondres3Confesso que eu estava tranquila quando o assunto era fazer uma viagem longa sozinha com duas crianças. Talvez porque depois de 3 meses me virando em mil na rotina para cuidar deles eu já estava preparada para as inúmeras variáveis. A viagem para São Paulo em junho também tinha sido uma espécie de preview e a escolha do voo noturno colaborou para minha calma. Era quase impossível eles não dormirem!

>>> Confira AQUI dicas para escolha da passagem para um voo com crianças

Nossa viagem começou às 14h, em Venâncio. Fomos de van até o aeroporto, em Porto Alegre. O Vítor e a Clara não ficaram abalados com as despedidas e não choraram. Eles não entendiam o motivo de tantas lágrimas na hora do tchau. Isso porque provavelmente não conseguem dimensionar a questão da distância e da saudade.

Como tinham acordado cedo, os dois logo dormiram no meu colo na van. No aeroporto, despachamos as malas, lanchamos e, depois, pausa para mais lágrimas. Entramos no embarque às 17h e o voo para Guarulhos estava previsto para 18h55.

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No embarque os dois brincaram super comportados nos bancos. Quando ficaram um pouco impacientes, jogaram no Ipad e já era hora de entrar no avião.

Sempre sento no meio dos dois, para mediar os conflitos! Mães de dois ou mais entenderão haha.

O avião não tinha tela individual, então o Vítor foi assistindo um filme no Ipad e a Clara outro no computador. Voo sem maiores problemas.

Em São Paulo, não precisamos pegar as malas. No entanto, nosso terminal era do outro lado e achei ruim a sinalização. Levamos o maior tempo para chegar no embarque e o Vítor e a Clara estavam a mil. Brigaram, se empurraram, rolaram no chão. Eu chamei a atenção, fingi que não vi, gritei, enfim, tentei mil abordagens diferentes.

Para piorar, eu tinha tomado uma injeção em Porto Alegre para um problema de circulação. Foi a primeira vez que tomei e, nossa… que sono que me deu! Então foi uma matemática materna péssima: mãe quase dormindo em pé e crianças loucas ao redor.

Para fazer o tempo passar caminhamos, compramos pão de queijo, fomos nas lojas, banheiro, enfim, rodamos o terminal inteiro. Até que as crianças se acomodaram um pouco no chão para brincar. E logo depois já chamaram para o voo, que saiu 23h55.

DSC_0010Voamos pela Latam e o avião era bem confortável. Aquela coisa meio apertada de classe econômica, mas super ok. Com a tela individual, os dois se distraíram bastante. Esperaram a janta, comeram um pouco e se ajeitaram para dormir.

Eu capotei junto, toda torta. Mas estava tão podre por toda função + remédio que não tinha jeito, precisava de algumas horinhas de sono.

Acordamos pelas 8h da manhã, horário do Brasil, e a chegada estava prevista para 11h15. Então foram umas 3 horas de voo com eles acordados.

Durante o tempo, eles brincaram, olharam mais filmes, comeram café da manhã e perto da hora de chegada começaram a ficar impacientes de novo. Um querendo bater no outro, se jogando, enfim, coisas de costume por aqui.

Quando chegamos no aeroporto em Londres, o Vítor e a Clara estavam impossíveis e eu morrendo de medo de perder eles. Muita gente, filas por tudo e aquele caos. Quando chegamos na imigração eles começaram a se acalmar e na hora de pegar as malas já estavam mais tranquilos e cientes que precisariam me ajudar.

Afinal, era mala que não acabava mais, como é possível ver na primeira foto! E eu sozinha com os dois para carregar. Então, a solução foi dividir tudo em dois carrinhos e colocar um encarregado por cada. Assim, eu andava 100 metros com um carrinho com o Vítor e voltava para fazer o mesmo trajeto com a Clara no outro. E assim fomos até a saída, devemos ter levado mais de hora nesse vai e vem no passo tartaruga. Quem passava pela gente devia achar a maior graça da situação! Mas oferecer ajuda? Isso ninguém, né?

No fim chegamos na porta de saída e as crianças já viram o Fábio e correram para ele. Deu tudo certo e foi bem tranquilo. Claro que teve momentos críticos, mas aquela coisa toda que já estou acostumada.

Então, com base na nossa experiência, algumas dicas para encarar voos longos com crianças:

  • Leve pouca bagagem de mão. Vai ajudar principalmente no deslocamento entre um voo e outro.
  • Faça as crianças participarem. Aqui levei uma mochila pequena com brinquedos para a Clara carregar e uma mochila de rodinhas para o Vítor. Assim os pequenos ficam distraídos e se sentem úteis.
  • Leve brinquedos. É essencial levar brinquedinhos pequenos para as crianças terem algo para passar o tempo dentro do avião ou mesmo no aeroporto. Escolha os favoritos e pense no tamanho e peso (dê preferência para algo leve).
  • Não esqueça os objetos de dormir. Se o voo for noturno, lembre-se de levar junto com você o que a criança está acostumada a usar na hora de pegar no sono. Aqui são dois bichinhos e o “nani”, paninho.
  • Um salve para os eletrônicos. Eles podem ser essenciais nos momentos de caos. Atenção para bateria estar carregada.
  • Não esqueça os lanches. Por mais que no voo sirvam algo, é bom ter opções para fome fora de hora ou caso a criança não goste do que for oferecido pela companhia aérea.
  • Se possível, escolha um voo noturno. Mais provável que os pequenos durmam.

Espero que as dicas sejam úteis!

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1 comment

  1. Thais

    Ananda adoro seu blog. Uma pergunta esses lanchinhos que você diz seriam biscoitos coisas assim? O que é permitido? Minha filha de 2 anos ainda toma mamadeira e usa fraldas ou seja estou perdida rs e com mais um de 5 anos. Se puder me indicar melhor compainha aérea para viajar e com melhores preços. Bjs

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