Desapego e transmissão de valores para os pequenos

A ordem da vez aqui em casa é desapegar. Dar novos destinos ao que não usamos ou não precisamos para liberar espaço. Espaço na casa e na alma, em busca de mais leveza e desprendimento.

Provavelmente isso tem relação com o projeto 365 dias para Londres. Pensar em colocar a nossa vida inteira em 8 malas de 32 quilos dá um frio na barriga.

Então que a cada fim de semana eu tenho despencado coisas de um armário diferente. Roupas, acessórios, sapatos, brinquedos, todo tipo de objeto. Nada escapa das perguntas:

– É útil?
– Quando foi a última vez que usamos?
– Quando poderíamos usar de novo?

E assim… caixas e mais caixas de coisas vão ganhando novos rumos. Separo tudo conforme o destino: lixo, para doar, para repassar para determinada pessoa, para vender.

As vendas ajudam a levantar um $$ fundamental para os nossos planos. Já vendi bastante em grupos de brique do Facebook, mas confesso que prefiro sites como o Enjoei e o Retroca (especial para roupas infantis).

Ontem também participamos de uma feira de troca de brinquedos, uma forma diferente de desapegar. O evento fez parte da ecofeira da Semana Municipal do Meio Ambiente. Levamos uma série de coisas, escolhidas com as crianças. Algumas já estão com novos donos e o que sobrou vamos doar esta semana para uma instituição aqui de Venâncio.

Clara na feira de trocas

Clara na feira de trocas

O momento desapego ajuda a refletir sobre consumo e excessos. Como conseguimos comprar tanto? Precisamos mesmo de tudo que temos? Qual será o destino de tanta coisa com o passar do tempo? Isso está relacionado também ao ambiente que vivemos.

A maternidade me despertou ainda mais para as questões ambientais, de tal forma, impossível não pensar sobre o planeta que deixaremos para as próximas gerações, por mais clichê que isso possa soar.

A sociedade do consumo nos projeta para comprar, comprar e comprar. Sempre uma novidade, lançamento. Produtos descartáveis, trocados um após o outro. Tenho tentado fugir das tentações.

Meu primeiro notebook, por exemplo, ganhei com 18 anos e só fui trocá-lo 7 anos depois por problemas na bateria. Optei novamente por um modelo da Apple, justamente pela durabilidade do primeiro.

Meu celular não é um smartphone. É um modelo simples da Nokia (dá para acreditar que não tenho WhatsApp?). Enfim, são simples escolhas que me deixam em equilíbrio com as minhas convicções e com os valores que quero passar para os meus filhos. É onde sinto que consigo fazer a minha parte.

Posso melhorar em outras questões? Sem dúvidas. A vida é uma constante evolução e que bom que podemos sempre aprimorar os nossos gestos e atitudes. Ainda mais quando temos alguém que toma tudo que fazemos como exemplo. Nossos filhos estão sempre nos observando e com certeza tal educação para o consumo vai fazer a diferença na vida deles.

***

Reflexão para dar início à Semana do Meio Ambiente. Sexta, dia 5 de junho, é o Dia Internacional do Meio Ambiente.

Você tem feito a sua parte para cuidar do nosso planeta?  Como que trabalha isso com as crianças?

Uma excelente semana!

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