Estudo: 56% das mulheres já foram demitidas ou conhecem quem foi depois da maternidade

A maternidade no mundo do trabalho apresenta diversos desafios para as mulheres. Para superar esses desafios, é fundamental que as empresas implementem políticas de apoio à maternidade e promovam a igualdade de gênero. 

Conciliar as responsabilidades da maternidade com as demandas do trabalho pode ser um grande desafio. As mães muitas vezes enfrentam dilemas sobre como atender às necessidades de seus filhos sem prejudicar suas carreiras.

A maternidade no mundo do trabalho apresenta diversos desafios para as mulheres. Para superar esses desafios, é fundamental que as empresas implementem políticas de apoio à maternidade e promovam a igualdade de gênero. 
Mulheres (Pxhere/Reprodução)

Mercado de trabalho na maternidade 

Um estudo realizado pelo portal Empregos.com.br revelou que 56,4% das mulheres entrevistadas conhecem alguém que foi demitido após a licença-maternidade. Esse dado evidencia a situação delicada enfrentada por muitas mulheres no mercado de trabalho brasileiro. 

Mesmo representando mais de 54% da força de trabalho, a maternidade continua a ser percebida como incompatível com a vida profissional. Promoções durante ou após a licença-maternidade são raras, com apenas 5,5% das mulheres entrevistadas relatando terem sido promovidas nessa situação. 

Além disso, quatro em cada dez mulheres compartilharam experiências de discriminação em processos seletivos devido à maternidade, demonstrando uma barreira adicional para as mães que buscam emprego ou progressão na carreira.

Desafios enfrentados 

Um dos principais desafios enfrentados pelas mães é a necessidade de faltar no trabalho para cuidar de seus filhos. A pesquisa revelou que 25% das entrevistadas chegam a levar seus filhos para o trabalho devido à falta de alternativas. 

Isso coloca as mães em uma posição complexa, equilibrando suas responsabilidades parentais com suas obrigações profissionais. No que se refere às políticas internas das empresas, a maioria oferece a licença-maternidade de quatro meses, conforme a legislação brasileira (CLT). 

Algumas empresas, no entanto, estendem essa licença por seis meses, e 2% delas oferecem ainda mais tempo de afastamento, adaptando-se à necessidade da mãe. Além disso, 62,1% das empresas proporcionam flexibilidade de horário e formato de trabalho para gestantes e puérperas. Entretanto, o suporte às mães no retorno ao trabalho é limitado. 

Mais sobre a pesquisa 

A pesquisa destacou que apenas 16,2% das empresas realizam acompanhamento médico e/ou psicológico das colaboradoras nessa fase crucial. Esse acompanhamento poderia ser fundamental para auxiliar as mães a retomar suas atividades profissionais de maneira mais suave e bem-sucedida.

Por outro lado, a grande maioria das empresas (93%) não possui infraestrutura para receber os filhos de funcionárias, como fraldário ou sala de recreação. Essa falta de estrutura adequada torna desafiador para as mães conciliarem suas tarefas no trabalho com os cuidados necessários aos seus filhos.

Indicações da pesquisa 

Os resultados dessa pesquisa evidenciam a necessidade de uma discussão mais ampla e aprofundada sobre a conciliação entre maternidade e carreira no Brasil. É crucial que as empresas adotem políticas e práticas que criem um ambiente de trabalho mais inclusivo para as mães, permitindo que elas mantenham suas carreiras e cuidem de suas famílias de maneira equilibrada.

A discriminação e os desafios enfrentados pelas mães no mercado de trabalho não apenas afetam a vida profissional dessas mulheres, mas também têm implicações sociais e econômicas mais amplas. 

Uma força de trabalho diversificada e a igualdade de oportunidades são fundamentais para o crescimento econômico e a busca de equidade de gênero no Brasil. Portanto, é fundamental serem implementadas políticas e práticas que apoiem as mães trabalhadoras e contribuam para um ambiente de trabalho mais inclusivo e justo.

Foi demitida? Confira ideias para empreende no vídeo a seguir:

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