Como melhorar o sono durante a gravidez

melhorar o sono durante a gravidez


Alterações hormonais, crescimento da barriga, maior vontade de urinar e ocorrência de enjoos são alguns dos desafios mais comuns vividos pelas gestantes no que se refere ao sono

A gravidez é um período de inúmeras transformações intensas no corpo da mulher. Elas não se resumem à produção de hormônios, envolvendo diminuição das taxas de cálcio no organismo, maior oleosidade no cabelo e aumento de órgãos, como a pele, que precisa de elasticidade para abrigar o bebê, incluindo mudanças emocionais, como maior ansiedade e emotividade.

Esse período traz vivências marcantes e, muitas vezes, desafiadoras. Uma delas é a possível dificuldade em dormir à medida que a gestação avança. Segundo Michele Okun, docente e pesquisadora da Universidade de Pittsburgh, Estados Unidos, 75% das mulheres grávidas têm alguma dificuldade para dormir, e 25% delas sentem dificuldades sérias nos três primeiros meses.

O sono é fundamental para a manutenção de boa saúde e, na gravidez, assume um papel ainda mais importante para repor a energia e manter a sanidade mental da gestante, além de garantir um bom desenvolvimento do feto.

Primeiro trimestre

No primeiro trimestre de gestação, é comum dormir por mais tempo do que o habitual. Isso se deve ao aumento dos níveis de progesterona nas primeiras semanas de gravidez, o que causa mais sonolência e maior sensação de fadiga ou exaustão em diferentes momentos do dia.

A queda da pressão inicial e o aumento do volume de sangue na circulação, já que o coração deve trabalhar mais para bombeá-lo para a mãe e o bebê, são comuns nesse período e contribuem para essa sensação de fadiga.

Contudo, essa tendência à sonolência tende a diminuir ao anoitecer, o que pode atrapalhar consideravelmente o sono noturno, conferindo a impressão de “dormir mal”, mesmo quando é possível dormir mais do que era feito até então. Uma maior vontade de urinar também pode provocar interrupções do sono à noite.

Algumas recomendações para lidar com essas alterações são: aproveitar os cochilos na hora em que eles ocorrerem, especialmente, após o almoço, alimentar-se de comidas leves, principalmente, à noite, e evitar a exposição às telas uma hora antes de deitar, assim como jejuns prolongados.

Segundo trimestre

A partir do quarto mês, os obstáculos para o sono mudam de figura e começam a chegar as câimbras e o aumento do volume da barriga em decorrência do desenvolvimento da criança. Isso torna mais difícil encontrar uma posição que seja confortável para dormir. Nessa fase, algumas gestantes começam a roncar, o que é normal e tende a desaparecer com ao longo da gravidez.

Por isso, vale procurar camisolas e pijamas mais confortáveis, a fim de acomodar melhor a barriga. Para não sentir a falta de ar decorrente do aumento do abdômen, eleve a cabeceira da cama ou durma sobre alguns travesseiros e procure fazer alguns exercícios de respiração antes de dormir.

Para evitar câimbras, reforce a ingestão de alimentos ricos em cálcio e potássio, como leite e banana. Nesse momento, pode ser necessário buscar novas posições para dormir, como deitar-se de lado.

Terceiro trimestre

No fim da gestação, pode ser um pouco mais difícil encontrar uma posição confortável para dormir, sentir azias e haver mais inchaço nas pernas, o que pode provocar a ocorrência de câimbras. Apesar dessas dificuldades, é importante que a grávida descanse sempre que possível, não só à noite, mas também em cochilos durante o dia.

Se sentir enjoos mais intensos na hora de dormir, procure beber um chá de sua preferência e ingerir mais frutas, saladas e legumes, mesmo se não forem o seu prato favorito. Caso isso não ajude, procure a sua médica e veja outros caminhos para a reduzir os enjoos.

Coloque travesseiros entre as pernas na hora de dormir, pois, isso aumenta a sensação de conforto. Além disso, vire-se para o lado esquerdo do corpo para facilitar a circulação do sangue e a oxigenação do corpo, melhorando o sono. Antes de dormir, evite ingerir muito líquido e tome banhos quentes, sobretudo, nas costas.

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