O que é rinoplastia secundária?

A rinoplastia, também conhecida como cirurgia plástica do nariz, veio para ficar. O procedimento cirúrgico é um dos mais realizados no Brasil e abrange, principalmente, a medicina estética, como forma de turbinar a autoestima do paciente, aperfeiçoando e remodelando sua estrutura nasal. Em segundo lugar, esse tipo de procedimento também pode servir para ajudar pessoas com dificuldades para respirar.


Seja qual for o caso, fato é que a rinoplastia, embora cada vez mais assumida até mesmo por pessoas famosas, ainda gera curiosidade e traz dúvidas a serem elucidadas. Um dos pontos recorrentes sobre a temática é referente às rinoplastias secundária e primária. Neste artigo, esclarecemos alguns pontos sobre os distintos procedimentos.

Quais são as diferenças entre os tipos de rinoplastia?


É necessário entender as diferenças existentes entre os procedimentos de rinoplastia primária e secundária para compreender por que são denominadas desta maneira, e o momento ideal para cada uma.

No caso da primária, ela significa ser a primeira cirurgia a ser feita no nariz de um paciente com pelo menos 16 anos de idade — seja por objetivos funcionais ou estéticos.

É a partir desta idade que a estrutura óssea do nariz já está plenamente desenvolvida e, quem não se sente confortável com a própria aparência, pode buscar intervenções cirúrgicas, como a cirurgia de nariz.

A rinoplastia pode ser feita através de duas diferentes técnicas: a aberta, também denominada exorrinoplastia, ou a fechada, nomeada como endorrinoplastia. O principal ponto que as diferencia é a localização das incisões a serem feitas, o que impacta na aparência de cicatrizes. No caso da cirurgia primária, o médico terá maior cartilagem disponível para trabalhar, facilitando e melhorando a modelagem do nariz, sem tecido cicatrizado.

Cirurgia secundária


Já no caso da rinoplastia secundária, destaca-se a limitação da cartilagem disponível. Neste caso, seu nível de dificuldade é superior, uma vez que o cirurgião plástico precisará incidir mais com o tecido fibroso e cicatricial — os que foram consequência da primeira intervenção cirúrgica.

Além do mais, revestimentos que já tenham sofrido modificações, como pele e mucosa, apresentam maior dificuldade de manter uma estrutura forte para a região nasal. A cirurgia secundária acontece em situações como:

  • Primeira rinoplastia malsucedida, com imperfeições estéticas;
  • Assimetria;
  • Tortuosidade;
  • Problemas funcionais como válvulas nasais insuficientes;
  • Resultados estéticos não agradaram ao paciente.

Como se trata de uma cirurgia plástica com teor de complexidade mais alto do que a primária, recomenda-se que o paciente se atente ainda mais a procurar um cirurgião plástico especializado e com experiência em cirurgias de nariz.

É indicado também que haja um intervalo de pelo menos 6 meses entre os dois procedimentos cirúrgicos, uma vez que o tempo de cicatrização de uma rinoplastia é relativamente elevado. Apenas com uma cicatrização completa é possível fazer uma nova modificação estética através de cirurgia na região nasal que contemple o paciente de maneira plena.

Para que o paciente que está fazendo uma rinoplastia secundária consiga atingir seu objetivo, é preciso procurar um cirurgião plástico de alta confiança. Além do mais, é de suma importância ser sempre o mais direto e honesto possível com seu médico, explicando a execução e resultados do primeiro procedimento e seus objetivos, expectativas e angústias para que a segunda intervenção possa ser satisfatória.
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